O promotor Claudio Esteves lembrou do caso do advogado Eduardo Alonso, réu colaborador do Ministério Público nas investigações do caso Ama-Comurb em Londrina. Ex-diretor administrativo-financeiro da extinta Companhia Municipal de Urbanização (Comurb), Alonso é um dos primeiros casos de aplicação do benefício no Brasil, mas o promotor faz questão de ressaltar: os critérios para o recebimento da delação premiada, rígidos, são bem vigentes. ''O réu colaborador só recebe isso definitivamente na sentença final. E, ainda assim, tudo que se diz tem que ser privado, senão não vale. Mas além desse caso, nessa mesma ação Londrina teve beneficiadas na delação premiada pessoas que receberam a proteção a testemunhas, e em mais de uma ocasião'', destacou.
Ao todo, mais de 200 réus foram citados nas 64 ações civis públicas e 24 ações criminais ingressadas pelo MP no caso Ama-Comurb, das quais nenhuma ainda transitou em julgado. Se nem todos eles advêm da delação de Alonso, na avaliação de Esteves, ao menos uma boa parte é resultado disso. (J.G.)

mockup