Curitiba A Delegacia Regional do Trabalho (DRT) em Curitiba retomou ontem a entrega de carteiras de trabalho, paralisada há um mês por causa da greve dos servidores federais. Desde o início de julho, parte do funcionalismo cruzou os braços para protestar contra a reforma da Previdência, que aguarda aprovação no Congresso Nacional. Durante a greve, aproximadamente 10 mil carteiras de trabalho deixaram de ser entregues a seus donos em todo Paraná. A retomada do trabalho ocorreu após a decisão da assembléia da Associação dos Servidores da DRT do Paraná, a Assemit, realizada ontem.
De acordo com o delegado regional do Trabalho, Geraldo Serathiuk, as carteiras não deixaram de ser produzidas, apenas não foram entregues. ''O trabalho interno não parou, as carteiras foram feitas. E a fiscalização nas empresas não foi interrompida'', disse. Do total de carteiras, 8 mil estão sendo despachadas para as cinco subdelegacias do interior do Estado Londrina, Maringá, Foz do Iguaçu, Cascavel, e Ponta Grossa , via sedex. As outras 2 mil já foram entregues aos funcionários das seis ruas da Cidadania da Prefeitura de Curitiba, habilitadas a protocolar novos pedidos e a entregar as carteiras prontas. O delegado calcula que, em média, 150 pessoas em busca da carteira de trabalho são atendidas por dia na DRT.
Na manhã de ontem, quando as portas da DRT foram abertas para a população, um grupo de auditores fiscais do trabalho que ao contrário dos demais servidores administrativos prefere manter a greve tentou impedir a regularização do atendimento, fazendo uma espécie de piquete. Mas, segundo o delegado, a população chamou a polícia e o atendimento foi iniciado.
A greve também prejudica as pessoas que precisam requerer benefícios. No Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o fechamento das agências continua impedindo que novos benefícios, como auxílio-doença, pensões, aposentadorias e licença-maternidade sejam liberados. A licença-maternidade pode ser requisitada pela Internet, mas nem todos têm acesso a computador. Estão funcionando, no geral, o desbloqueio de pagamentos e perícias já agendadas. Das 50 agências no Estado, 21 estão fechadas desde o início do mês passado. Em Curitiba e região metropolitana, oito estão fechadas. Apenas duas estão atendendo: em Paranaguá e em Fazenda Rio Grande.

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