Resumo do contrato com a Renault não convenceu a CAE
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sexta-feira, 13 de junho de 1997
De Curitiba 
O envio de parte das informações do acordo firmado com a montadora francesa Renault, entregue pela caravana do Paraná aos senadores da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) na última quarta-feira, não foi suficiente para impedir a devolução dos empréstimos externos. Os documentos foram considerados superficiais pelos senadores, que querem os detalhes dos incentivos fiscais oferecidos. O governo informou apenas os dados que tinham sido divulgados na época da assinatura do contrato e em seguida os números apresentados no balanço anual da montadora.
A principal informação dada aos senadores é que o governo entrou com R$ 400 milhões para se tornar acionista da Renault. O dinheiro foi repassado à empresa através do Fundo de Desenvolvimento do Estado (FDE). Antes de fechar o acordo, o governo dizia que a parte do Estado seria coberta através da participação acionária de um pool de empresas. Até agora, o grupo empresarial não foi viabilizado.
Entre os detalhes que o Senado já obteve está a forma de pagamento de parte dos incentivos dados à Renault. Pelo protocolo de instalação da fábrica, a montadora ficará quatro anos sem recolher o ICMS. Após esse prazo, o imposto atrasado será pago em 48 vezes.
O balanço da Renault revela outro dado que há por trás do contrato entre governo e montadora: o empréstimo que o governo concede à montadora poderá ser pago após 10 anos sem juros nem correção monetária. O governo não revela o total a ser financiado.


