Brasília O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nelson Jobim, afirmou ontem que cerca de 90% dos votos serão apurados e divulgados até as 21 horas do dia 6 de outubro, quatro horas depois do encerramento da votação em todo o País.
Segundo ele, o término da apuração e a proclamação do resultado poderão atrasar, dependendo do ritmo de verificação de parte dos votos impressos no Distrito Federal, em Sergipe e em algumas cidades de outros Estados.
Jobim ressaltou que a Justiça Eleitoral reprimirá a boca-de-urna colocando militares à paisana em algumas seções eleitorais do país. Ele comentou ainda que, se eleitos, os candidatos beneficiados poderão ser punidos com a cassação do mandato.
Segundo o presidente do TSE, o candidato e o cabo eleitoral que estiverem aliciando votos poderão ser presos em flagrante no dia da eleição e depois, eventualmente, condenados à detenção de seis meses a um ano e ao pagamento de multa que varia de R$ 5.320 a R$ 15.691.
Pela Lei Eleitoral, a boca-de-urna é crime e significa ''aliciamento, coação ou manifestação tendentes a influir na vontade do eleitor''. Na prática, representa abordar com insistência um eleitor para tentar obter o voto dele.

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