A direção do Banestado pretende divulgar na terça-feira o resultado da sindicância que apura furos em bloqueio determinado pela Justiça na conta corrente do ex-presidente da Comurb e ex-auditor do Prefeitura de Londrina, Kakunen Kyosen. A informação foi dada ontem pela assessoria de imprensa do banco, em Curitiba.
Dos dois auditores designados para vasculhar informações em Londrina e descobrir como, por que e com ordem de quem Kakunen movimentou a conta, um viajou ontem de volta para Curitiba.
Segundo a assessoria do Banestado, hoje ele começa a analisar a documentação obtida em Londrina. O ‘‘pacote’’ incluindo extratos bancários de Kakunen, documentos referentes a aplicações financeiras e até fita de vídeo obtida por meio de gravações do circuito interno de TV do Banestado será avaliado. Na fita teriam sido gravadas imagens do ex-auditor utilizando caixas eletrônicos de uma agência em Londrina movimentando sua conta.
De acordo com o Banestado, o outro auditor continua em Londrina, provavelmente até o início da próxima semana dando continuidade à sindicância para ouvir funcionários do banco. Ontem, o gerente da agência centro, José Seixas, esteve em reunião praticamente durante toda a tarde. Até o fechamento desta edição, ele não havia retornado as ligações da Folha.
Seixas terá de dar explicações também ao juiz substituto da 3ª Vara Cível, Luiz Gonzaga Tucunduva de Moura, que determinou ao banco que apresente cópias de extratos bancários e aplicações de Kakunen. O pedido foi solicitado pela promotora Édina Maria de Paula. O banco terá 48 horas para encaminhar as respostas. A assessoria de imprensa informou que assim que houver a notificação, o banco cumprirá a ordem judicial.
O Banestado já confirmou que houve furo em bloqueio na conta corrente de Kakunen, que teria realizado saque de R$ 96 mil. Ele é réu em ação civil pública proposta pelo Ministério Público por improbidade administrativa incluindo mais 36 pessoas. A ação refere-se a 23 licitações fraudulentas realizadas na Comurb, no valor de R$ 3,3 milhões. O bloqueio de contas bancárias dos acusados foi determinado no último dia 30 pelo Banco Central, atendendo decisão do juiz da 3ª Vara Cível de Londrina, Vítor Roberto Silva, que deferiu pedido do MP.

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