O resultado nas eleições estaduais de 2006 levou o PPS do Paraná a uma reformulação que culminou ontem na reestruturação e dissolução de 119 diretórios em todo o Estado. Segundo a presidência do partido, a medida é uma forma de cobrar fidelidade dos dirigentes aos candidatos da sigla.
A decisão, anunciada pelo diretório estadual, engloba também a criação de novos diretórios e comissões especiais na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), em Londrina, Maringá e Cascavel. De acordo com o presidente estadual do PPS, Rubens Bueno, a discussão ''não significa retaliação''. A justificativa oficial é que a iniciativa atinge cidades em que os candidatos a deputado estadual, federal ou a governador da legenda não atingiram 2% do total do eleitorado.
''Não justifica um diretório estar instalado em municípios onde dirigentes nossos não apóiam candidatos do próprio partido. Essa é uma forma de cobrar fidelidade, claro, pois tivemos situações de dirigentes do PPS serem cooptados a outras legendas'', afirmou Bueno. Ele também admite que a reformulação atende à preparação para a eleição de 2008.
A maior parte dos diretórios dissolvidos estão na região Sudoeste. Na circunscrição de Londrina, foram afetados os de Abatiá, Andirá, São Sebastião da Amoreira e Centenário do Sul. Na de Maringá, os de Atalaia, Iguaraçu, Itaguajé, Lobato, Nossa Senhora das Graças, Presidente Castelo Branco, Santa fé, Santa Inês, Santo Inácio, Uniflor e Ângulo. Na RMC, sofreu intervenção o diretório de Doutor Ulisses.

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