O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), disse ontem à Agência Estado que o resultado das eleições municipais consolidou o crescimento do PT, que já havia sido registrado no primeiro turno. Na avaliação do senador, com a vitória na grande maioria dos 16 municípios, onde concorreu no segundo turno, o PT reforça sua posição como maior partido da oposição e deverá agregar as forças políticas oposicionistas para as eleições de 2002.
‘‘Mas o futuro do partido vai depender das administrações petistas’’, alertou ACM, para quem o desempenho dos prefeitos eleitos poderá ou não reverter em votos na sucessão presidencial. O senador não comentou sobre o fracasso eleitoral do PFL, que só conseguiu eleger uma cidade, Curitiba, embora tenha disputado a prefeitura de cinco municípios. A surpresa maior ficou com o Rio de Janeiro, onde o partido perde espaço com a vitória do ex-prefeito Cesar Maia sobre o candidato pefelista Luiz Paulo Conde.
No caso de Recife, a derrota do partido de ACM para o PT atingiu o prestígio de lideranças importantes como o vice-presidente Marco Maciel e o líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira. ‘‘A base aliada ficou onde estava’’, resumiu o senador. Segundo seu raciocínio, a situação dos partidos governistas como PMDB, PFL e PSDB permanece a mesma. Para ele, o resultado das eleições muncipais não deve influenciar nas eleições presidenciais de 2002. ‘‘Essa eleição é importante para quem ganha mas não é tão importante para quem perde’’, disse.