Curitiba - As campanhas eleitorais aquecem normalmente o setor de bares e restaurantes. Na capital, não são raros os políticos que marcam reuniões semanais com militantes políticos e representantes de associações de bairros. A previsão é de que o setor tenha crescimento de 10% no período. O movimento só não é maior, porque são poucos os restaurantes que aceitam os jantares de adesão os mais cobiçados. Para comportar este tipo de jantar, o restaurante precisa ser grande. Normalmente, os jantares de adesão reúnem entre 600 e 2 mil pessoas.
''Sempre dá uma reagida no setor por causa dos jantares de adesão. Mas os outros jantares ocorrem em pequeno número. O candidato precisa visitar muitos lugares e não têm tempo de fazer jantares com a comunidade. Quando faz, o ideal é uma linguiçada ou algo rápido para que a campanha continue'', analisou o presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares, Lanchonetes e Similares, Emerson Jabur. Ele mesmo foi convidado para uma destas ''linguiçadas políticas'' em Ponta Grossa, na Região dos Campos Gerais.
Em Curitiba, o bairro de Santa Felicidade é o mais procurado para os grandes jantares de políticos. Normalmente, quatro são os restaurantes que recebem mais movimentação nesta época eleitoral: Madalosso, Dom Antonio, Velho Madalosso e Família Fadagnelli. ''Fazer estes jantares não é tão fácil. Sempre tem muita bagunça, com situações constrangedoras. Não são muitos os restaurantes que gostam de fazer estas reuniões'', ponderou Jabur.
Para candidatos, os preços cobrados pelos restaurantes são promocionais. Eles são fixados em R$ 14 a R$ 17 por pessoa. Metade do valor sempre é pago na hora da contratação. Alguns restaurantes exigem o pagamento integral uma semana antes do jantar. A maioria deles prefere marcar os jantares de adesão de segunda a quinta-feira quando o movimento diário é menor. O cardápio geralmente oferece massas, frangos, polentas, batatas, água e refrigerante à vontade. (Colaborou Adriana De Cunto)

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