A licitação para contratar a empresa que vai ficar responsável pelo Restaurante Popular de Londrina teve mais um capítulo ontem. A sequência de falhas – primeira da Secretaria de Gestão Pública e depois das próprias empresas que disputam o certame – está levando a uma nova convocação. Com a desclassificação da sexta colocada, a microempresa Adília Pelegrino, de São Paulo, o município começa a análise da planilha da quarta colocada, Cassarotti, de Cornélio Procópio (Norte).
Depois do fechamento do restaurante em junho, por problemas na documentação da Ação Social Paraná, o que inviabilizou a renovação de contrato, a prefeitura publicou edital de licitação que continha um erro no índice de Imposto Sobre Serviço de Qualquer Natureza (ISS). Na época, a revisão foi feita a partir do questionamento de uma das concorrentes, apontando que o índice do imposto deveria ser de 5% e não de 3%, conforme constava do documento.
Corrigido, o procedimento foi retomado no final de agosto e segue aberto até hoje. Das oito concorrentes, a primeira saiu da disputa no início por problema na composição do preço e três já foram desclassificadas por falhas em dados da planilha. O secretário de Gestão Pública, Rogério Carlos Dias, reconheceu que a demora para conclusão da licitação "está acima da média, está saindo do normal". Segundo ele, a última desclassificação, confirmada ontem, ocorreu devido a um erro de cálculo cometido pela empresa na planilha.
Se os dados da quarta colocada, agora em análise, também tiverem problemas, serão convocadas a sexta e a sétima classificadas. "Espero que isso não aconteça, mas se todas tiverem problemas, a lei permite que eu republique o edital e dê prazo de oito dias para que as empresas corrijam os erros e apresentem as propostas."
O preço oferecido pela empresa paranaense é de R$ 5,86 por refeição, sendo R$ 1,50 pago pelo usuário e o restante subsidiado pela prefeitura.

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