Responsável proíbe envolvidos de falar com a imprensa
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sexta-feira, 05 de outubro de 2001
De Curitiba 
O delegado Bassan Júnior determinou ontem que os dois delegados envolvidos nas denúncias de tortura que teriam ocorrido no 1º Distrito Policial sejam proibidos de dar entrevistas até o término das investigações. Ele assumiu o papel de relator e porta-voz de todos os procedimentos investigatórios sobre o caso. ''Tenho nas mãos um fato grave e que será investigado até o final'', declarou, acrescentando que a primeira reunião do conselho para discutir o assunto ocorrerá na semana que vem.
O fato motivador das investigações seria um delegado de polícia de segunda classe (Fauze Salmen) acusando seu superior hierárquico (Adauto Abreu de Oliveira) de prática de crime de tortura. ''Este é um fato de extrema gravidade. Ou o corregedor praticou tortura ou o delegado de segunda classe cometeu insubordinação'', ponderou. ''Em qualquer dos casos, houve uma transgressão disciplinar grave, passível de punição com expulsão.''
Antes de serem proibidos de dar entrevista, os delegados envolvidos no episódio trocaram ameaças veladas. Salmen disse que se for eleito como presidente da Adepol, irá iniciar uma campanha para o afastamento imediato de Adauto do cargo de corregedor.
Já Adauto insinuou que o grupo de Salmen - que inclui o atual presidente da Adepol, Ricardo Noronha - estaria preocupado com a ação da corregedoria no Paraná. O delegado apresentou ainda uma denúncia feita pelo Ministério Público de que Salmen cometeu abuso de autoridade. A denúncia foi protocolada em dezembro de 1995 pela promotora Margareth Mary Pansolin Ferreira. ''Quem me acusa tem muito o que esconder'', afirmou o corregedor. (L.P.)


