O delegado da Polícia Federal, João Luiz do Prado, disse ontem que assim que o inquérito do cheque sem fundo voltar da Justiça – foi pedido novo prazo para conclusão – ele pretende ouvir a pessoa identificada como ‘‘Lorival’’ – que seria, segundo José dos Santos, um dos responsáveis pela falsificação de documentos utilizados em empresas fantasmas.
‘‘Quero saber o que há de verdade nesse fato. E pretendo conferir no Instituto de Criminalística o exame grafotécnico do cheque para saber se foi ele (Santos) quem deu o cheque sem fundo ou se foi outra pessoa. Se for outra, vamos tentar identificar’’, afirmou.
A Polícia Federal também abriu outro inquérito, conduzido pelo delegado Sandro Roberto Viana dos Santos, para apurar especificamente a lavagem de dinheiro desviado em licitações fraudulentas da Comurb. Além da Freitas & Dutra, outra empresa fantasma, a Realty Investimentos e Participações, de São Bernardo do Campo (SP), teria sido utilizada para lavar o dinheiro desviado de Londrina. Pela Realty passaram pelo menos R$ 1,6 milhão.
Prado disse ontem que, se realmente for comprovado que o problema envolvendo José dos Santos tem relação com a lavagem de dinheiro da Comurb, transfere o caso para o colega. ‘‘Mas é bom destacar que esse inquérito de lavagem de dinheiro corre em segredo de Justiça e não é possível dar declarações’’, afirmou. (L.H.)

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