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. | Foto: Devanir Parra/CML

A polêmica sobre a abordagem feita a ambulantes por agentes da CMTU (Companhia Municipal de Transito e Urbanização) e guardas municipais na última quinta-feira (13) chegou à Câmara Municipal de Londrina . O episódio foi alvo de um convite feito por três vereadores para mais esclarecimentos do presidente da companhia, Marcelo Cortez, e do secretário de Defesa Social, coronel Pedro Ramos, na sessão dessa terça-feira (18).

O guarda municipal - que havia sido afastado temporariamente das atividades de rua, após uma confusão com um ambulante, no centro de Londrina, - foi autorizado a voltar ao patrulhamento nas ruas. No vídeo a cena que mais chamou atenção foi de um guarda empurrando o ambulante contra o chão.

O secretário de Defesa Social, coronel Pedro Ramos, informou que o vídeo que veio a público foi editado e não mostra toda abordagem, agressões e ameaças sofridas anteriormente pelos agentes da CMTU. Segundo ele, outros vídeos e trechos de gravações foram anexados ao procedimento administrativo aberto para apurar se houve excessos, por isso o guarda foi reconduzido aos trabalhos externos. "A situação não aconteceu como aquele primeiro vídeo mostra. A forma que a guarda orientou e as provocações do fato não foram mostradas. A guarda municipal estava só apoiando a situação e foi criado aquele fato. Não podemos colocar em xeque toda uma instituição que presta um serviço sério na cidade por conta de um incidente." Ramos alegou que mesmo assim a sindicância aberta irá verificar se houve excesso cometido na abordagem.

Os vereadores Jamil Janene e José Roque Neto pediram que o vídeo completo da ação seja compartilhado com a Casa. Roque Neto informou que irá fazer um requerimento para ter acesso à íntegra do material. "Vamos fazer esse pedido para ter a resposta que a sociedade precisa. Nosso trabalho é ter a maturidade de ver com clareza como ocorreram os fatos", disse o vereador.

VERSÕES

Já o presidente da CMTU, Marcelo Cortez, afirmou que vê com tranquilidade a convocação da Câmara para esclarecer o episódio. "Nós não podemos fugir do cerne da questão que é a atividade desenvolvida em local inapropriado. Temos diversos registros de reclamação de ambulantes ilegais. O que a sociedade pretende? Queremos apoiar a ilegalidade? A discussão sobre os fatos, a guarda já está tomando suas providências. Não quero minimizar os fatos, mas há outras versões."

Segundo Cortez, uma das agentes da CMTU foi ameaçada naquele episódio e chegou até a pedir afastamento das funções nas ruas. O presidente da companhia disse que é feito trabalho diário de orientação para retiradas dos ambulantes e irregularidades cometidas, mas que quando há reincidência, em casos mais graves, a guarda é chamada para dar apoio e proteção aos servidores.

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