Agência Estado
O governo articula com as lideranças dos partidos aliados uma forma de evitar que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprove o projeto de Resolução 39, de autoria do senador José de Alencar (PMDB-MG), que legaliza o calote das dívidas de Minas Gerais, decretado pelo governador Itamar Franco, e reduz o limite de comprometimento da receita líquida do Estado com o pagamento de débitos com a União, de 13% para 5%. A avaliação feita por assessores do Palácio do Planalto é de que a aprovação desse projeto seria um péssimo sinal político no momento em que o País recupera sua credibilidade no exterior.
Há uma semana, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (PMDB-RN), encaminhou o projeto de resolução do senador José de Alencar ao secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Amaury Bear. O líder deseja que o ministério faça uma avaliação da proposta e municie com argumentos os líderes aliados. Bezerra é contra o projeto do senador Alencar e pretende, trabalhar na pela derrubada do projeto.
O senador Romeu Tuma (PFL-SP), informou ontem que conversou com o ministro da Fazenda, Pedro Malan, sobre o projeto de José de Alencar. Na época, de acordo com Tuma, Malan disse que a proposta colocaria em risco tudo o que foi conseguido até agora com o esforço fiscal empreendido pelo setor público brasileiro.
Tuma acha que se o projeto do peemedebista for aprovado dificilmente o governo conseguirá fazer o ajuste fiscal acertado com o FMI. ‘‘A rédea daqui a pouco escapa’’, afirmou. ‘‘Se os administradores anteriores fizeram falcatruas, como alguns dizem, precisam ser incriminados na Justiça’’, afirmou. ‘‘Não se pode abrir os cofres públicos para resolver essas situações’’, acrescentou o senador.

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