Resolução do PMDB autoriza infidelidade em palanques
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quarta-feira, 09 de julho de 2014
Roger Pereira<br>Equipe Bonde 
Curitiba - Com o argumento de solucionar o impasse do deputado estadual Reinhold Stephanes Júnior (PMDB), que estava impedido de fazer campanha ao lado de seu pai, Reinhold Stephanes, candidato a deputado federal pelo PSD, a executiva do PMDB no Paraná aprovou uma resolução interna que dá "flexibilidade" aos candidatos do partido nas eleições proporcionais. Os candidatos da sigla estão autorizados a fazer campanha em palanques de partidos que não integram a coligação encabeçada pelo senador Roberto Requião (PMDB), candidato ao governo do Estado com apoio de PV e PPL. Na prática, a resolução permite que os deputados peemedebistas que defendiam a coligação com o governador Beto Richa (PSDB), e foram derrotados na convenção do partido, subam no palanque do candidato à reeleição.
"Em havendo coincidência de agendas, aos candidatos a deputado estadual e federal do PMDB que sejam apoiados por lideranças de outros partidos/coligações, diversos do PMDB, ficará assegurada a participação em eventos políticos, comícios, reuniões e afins, promovidos por essas lideranças, ainda que os mesmos contem com a presença de candidatos às eleições majoritárias que não sejam do PMDB, desde que o candidato a deputado estadual ou federal não peça votos para aquele", diz a resolução. O deputado estadual Luiz Claudio Romanelli, candidato à reeleição pelo PMDB e ex-secretário de Beto Richa, afirmou que a norma não é conflitante com a legislação eleitoral porque veta o pedido de votos para os candidatos majoritários.
Coordenador da campanha de Requião, o ex-presidente da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Contas do Estado Hermas Brandão disse que cobrará fidelidade dos deputados peemedebistas. "Todos os partidos tem seu estatuto, que são suas regras mais importantes. Todos os candidatos têm de cumprir esse estatuto. E o nosso prevê a fidelidade partidária. Então, não é uma decisão de uma reunião da Executiva que vai mudar isso. O Estatuto é o regimento máximo e tem valor maior que essa resolução", disse, sem querer antecipar alguma eventual medida.


