Requião volta a atacar direção da Fundação Copel
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quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O governador Roberto Requião (PMDB) fez novas acusações, ontem de manhã, na reunião da Escola de Governo, contra a direção da Fundação Copel, que teria contrariado uma determinação dele, o que teria resultado em um prejuízo de R$ 36 milhões ao fundo.
Segundo Requião, no fim do seu primeiro governo, ele tomou conhecimento de que a Fundação tinha investido R$ 166 milhões no Banco Santos. Na mesma época, recebeu informações que o banco estava quebrado. ''Como representante do acionista majoritário, que nomeia o presidente da Fundação, determinei à Fundação Copel que se livrasse dessas ações e dos papéis. Eu determinei, porque seria o caso depois de colocá-los na cadeia se fizessem coisas adversas. Eles me obedeceram em parte. Eles se livraram de R$ 130 milhões mas mantiveram R$ 36 milhões. E este dinheiro micou. Os funcionários da Copel perderam R$ 36 milhões'', afirmou. O ex-presidente do Conselho Deliberativo da Fundação Copel, Edilson Bertholdo, que deixou o cargo na semana passada por pressão do governador, deverá responde a mais este questionamento em reunião da Comissão de Fiscalização da Assembleia Legislativa, convocada para as 10 horas de hoje justamente para ouvir suas explicações.
Na reunião do secretariado da semana passada, Requião acusou o ex-presidente da Copel de ter agido por ''ignorância absoluta ou má-fé mesmo'' contra determinação dele na negociação de venda das ações que o Previ - fundo de previdência dos funcionários do Banco do Brasil - detém nos Terminais Portuários Ponta do Félix S.A. Requião tinha determinado que a Fundação Copel, que tinha preferência na compra, adquirisse as ações do Previ, para depois repassá-las para a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa). O presidente do fundo, no entanto, teria enviado correspondência ao Previ abrindo mão do direito de preferência em favor da Appa, o que deixou o fundo do Banco do Brasil livre para concluir a negociação com outra empresa privada.
Na reunião de ontem, o governador afirmou, no entanto, que a ''venda das ações pela Previ é absolutamente nula''. Isto porque, segundo ele, a resolução do Conselho Monetário Nacional nº 37/92 diz que é vedada às fundações realizarem operações com ações fora de bolsa de valores ou mercado de balcão organizado por entidade autorizada a funcionar pelo Conselho de Valores Monetário (CVM). ''Então imagine que espécie de brincadeira é essa? Alguns administradores da Previ vendem sem passar por um leilão público, sem dar ao conjunto da sociedade ou empresariado a possibilidade de participar?'', disse. A Copel, segundo ele, já oficiou a CVM.


