Requião volta a atacar Bernardo
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quarta-feira, 03 de março de 2010
Rosiane Correia de Freitas<BR> Equipe da Folha 
Curitiba - O governador Roberto Requião voltou a atacar o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo (PT) ontem. Via Twitter, Requião disse que recebeu ''um CD com gravação de assessores do (deputado federal) André Vargas sobre o destino de um cheque de R$ 6 mil do Belinati destinado a campanha do PB (Paulo Bernardo)''. Questionado sobre o assunto, o deputado estadual Antonio Belinati (PP) disse que não tem nada a ver com a história. ''Estou curioso para ver quem é. Belinati tem mais de mil no Paraná'', declarou.
Segundo fontes dentro do PMDB, o CD ao qual Requião se refere contém uma gravação em áudio de um assessor do deputado federal André Vargas explicando um acordo que teria sido feito entre Paulo Bernardo e o ex-prefeito de Londrina, Antonio Belinati. Ontem, na Assembleia, nenhum deputado do PMDB quis comentar a nova acusação.
A mensagem publicada no Twitter é mais um capítulo na briga entre o governador e o ministro. Também através do site, Requião disse ainda não ter recebido nenhum pedido de exoneração dos petistas que integram o governo. Na terça-feira a executiva estadual do PT determinou que todos que ocupam cargos em comissão na administração estadual deixem seus postos. Em resposta à nova provocação de Requião, o ministro Paulo Bernardo afirmou: Daqui para frente só vou tratar com ele na Justiça. O que ele quer? Chantagear?''.
Já André Vargas (PT) disse que a proximidade das eleições faz muita gente perder a razão. ''Tudo isso que está sendo feito é para favorecer o Beto Richa'', disse. O deputado disse que tem ''político que vira blogueiro e se perde. Ou bem governa ou bem fica no Twitter o tempo inteiro''.
A crise entre Requião e o PT começou depois que o governador acusou Paulo Bernardo de tentar superfaturar a construção de um ramal ferroviário no Paraná. Ontem os secretários Walter Bianchini, da Agricultura e Abastecimento e Lygia Pupatto, da Ciência e Tecnologia, anunciaram que irão deixar os cargos no governo. Ambos disseram que vão fazer uma ''transição responsável para a continuidade dos projetos e programas de nossas Secretarias''.


