Arquivo FolhaTrocoRoberto Requião: matéria na revista ‘Istoɒ foi paga, acusa O senador Roberto Requião (PMDB) disse ontem que vai processar o governador Jaime Lerner (PFL) pelas declarações dadas em matéria da revista ‘‘Istoɒ’, nesta semana, na qual o governador chama o senador de ‘‘cobra’’ e de ‘‘canalha’’. ‘‘Desta vez o governador perdeu a compostura. Ele só vai se safar da Justiça se alegar insanidade mental’’, declarou.
Requião informa que a sua assessoria jurídica ajuizará antes do final de ano representação junto ao Ministério Público da União, por tratar-se de um caso de ‘‘ofensa à honra e imagem de um senador’’. Paralelamente, os advogados do senador entrarão com uma ação por perdas e danos, na Justiça do Paraná, requerendo uma indenização em dinheiro.
‘‘Ele (Lerner) me chama de canalha sem dizer o porquê. Está desequilibrado, assim como desequilibrou as finanças’’ (do Paraná), ironiza. O senador avisa que não vai pedir direito de resposta à ‘‘Istoɒ’ por ‘‘tratar-se de matéria paga’’. A revista reservou três páginas para o governo responder matéria da concorrente, a revista ‘‘Veja’’, que na penúltima edição apresentou o Paraná como um Estado insolvente e falido.
Requião reagiu às informações da ‘‘Veja’’ referentes à sua gestão em carta à direção da revista encaminhada há cerca de dez dias. Ele explica que o projeto que transformou os antigos celetistas (ligados à Consolidação das Leis do Trabalho) em estatutários (regidos pelo Regime Único), não conferiu estabilidade aos servidores.
O senador entende que, ao contrário do que prega o Palácio Iguaçu, a medida representou ‘‘implemento financeiro’’ aos cofres públicos, quando desobrigou o governo a despender 25% da folha de pagamento em repasses ao INSS e FGTS, previstos na CLT.
Requião diz ainda que foi a equipe de transição, integrada pelo prefeito Cássio Taniguchi (PFL), a responsável pelo reajuste de 16% para os professores, e não o governo do PMDB, como consta na matéria da ‘‘Veja’’. ‘‘Eu deixei o governo em abril de 94 para concorrer ao Senado. O meu sucessor Mário Pereira tinha uma proposta de aumento salarial até melhor, que foi descartada pelo governo que assumiria o Palácio’’, lembra.

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