Requião toma o PMDB, muda nomes e reabre diretório
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sexta-feira, 15 de agosto de 2014
Redação Bonde 
O diretório estadual do PMDB foi dissolvido na tarde desta sexta-feira (15), depois que correligionários do partido montaram uma tenda em frente ao local na avenida Vicente Machado, em Curitiba. O espaço estava fechado em sinal de luto pela morte do candidato a presidente Eduardo Campos (PSB), vítima de acidente aéreo na última quarta-feira (13) em Santos.
"Esse pessoal vem fazendo isso há muito tempo. Provavelmente eles estão reunidos agora com o Beto Richa. Mas o partido se reúne aqui na sede, vai realizar a reunião do diretório e nós vamos fazer uma modificação na Executiva para garantir a unidade de comando do PMDB na eleição", afirmou Roberto Requião, candidato a governador pela legenda.
Por 42 votos a favor, três conta e um em branco, o presidente Osmar Serraglio foi substituído por Rodrigo Rocha Loures. O cargo de primeiro-secretário, até então ocupado pelo ex-governador Orlando Pessuti, ficará com Sérgio Ricci.
Os suplentes Doático Santos e Alexandre Curi serão substituídos por Gilberto Martin e Requião Filho, respectivamente. Depois de anunciado o resultado, um chaveiro foi até o local abrir as portas do diretório.
O novo presidente do partido disse que a reunião tem respaldo legal e nenhum risco de ser derrubada administrativamente, ou mesmo, judicialmente. "O nosso estatuto prevê que podemos convocar essa reunião e que, por maioria simples, podemos dissolver a Executiva. Temos todo o amparo legal, além da anuência da nossa direção nacional", disse Rocha Loures, que lembrou que os deputados aliados a Beto Richa foram a Brasília, antes da convenção, pedir para que a direção nacional respeitasse a convenção estadual do partido. "E depois que a convenção definiu pela candidatura do Requião, eles que não estão respeitando, fazendo campanha contra", afirmou.
O novo presidente do partido afirmou que a mudança de comando não é uma caça às bruxas, "só estamos tirando do comando as pessoas que têm resistido à unidade e atrapalhado o projeto eleitoral do PMDB, Nos precavendo do risco de haver descompasso entre a campanha e as decisões do partido". Ele disse, ainda, que os dissidentes não serão obrigados a fazer campanha por Requião, "mas serão enquadrados na regra da fidelidade partidária caso façam campanha contra".
(atualizado às 17h)


