Curitiba - Conhecido por não ter papas na língua -o que lhe rende acirrados debates com os adversários-, o curitibano Roberto Requião de Mello e Silva (PMDB) tenta o terceiro mandato à frente do Palácio Iguaçu. Foi governador de 1991 a abril de 1994, quando deixou o governo para disputar as prévias. O Palácio Iguaçu ficou nas mãos do vice Mário Pereira.
Requião é filho do ex-prefeito de Curitiba Wallace Thadeu de Mello e Silva. Formado em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Paraná, é casado com Maristela Quarenghi de Mello e Silva e tem dois filhos, Maurício e Roberta.
Adversário ferrenho do ex-governador Jaime Lerner (PSB), o peemedebista já foi deputado estadual, prefeito de Curitiba, secretário do Desenvolvimento Urbano, governador e senador. Assumiu o Palácio Iguaçu pela segunda vez em janeiro de 2003, após derrotar Alvaro Dias (PSDB) no segundo turno. Naquela ocasião, teve o apoio do PT e do PPS, atualmente seus oponentes na disputa eleitoral.
Nesta campanha, está sendo atacado por causa do pedágio, do nepotismo e da gestão do Porto de Paranaguá. Em relação às propostas, o peemedebista continua com as críticas ao modelo neoliberal, aos transgênicos e defende a opção pelos pobres, que são alvo de boa parte de seus programas de governo.
Requião pretende gastar no máximo R$ 15 milhões com a campanha. Em relação aos apoios, seu partido sofreu um revés. A Justiça Eleitoral jogou uma pá de cal na aliança formal entre PMDB e PSDB no Estado, pois os estados não podem fazer acordos diferentes dos firmados no plano nacional. E o PSDB nacional já havia se colocado contra a composição. Por causa disso, o presidente da Assembléia Legislativa, Hermas Brandão (PSDB), não pôde sair como vice na chapa e a vaga ficou novamente com o atual vice-governador, Orlando Pessuti (PMDB).

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