Requião sofre pressão para apressar relatório
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quarta-feira, 09 de abril de 1997
Agência Estado 
BRASíLIA - A maioria dos integrantes da CPI dos Títulos Públicos quer que o relator, senador Roberto Requião (PMDB-PR), suspenda as constantes sessões de depoimentos e se dedique ao relatório final. A sugestão é de que ele use para isso uma prorrogação de até 45 dias, depois de 22 de abril, data inicialmente marcada para o término dos trabalhos. Requião não concorda e disse ontem que quer uma prorrogação de 60 dias. Há divergências internas também sobre o uso do tempo disponível.
Ele ameaça ir mais longe. Tenho requerimento com mais de 27 assinaturas para pedir prorrogação de 90 dias, avisou. Também não acredito que o Senado vá me impedir de investigar uma informação relevante, caso ela só surja ao final de 60 dias de prorrogação, completou.
A intenção de Requião de prolongar até onde for necessário os trabalhos da CPI não encontra apoio entre seus colegas. Nós vamos fazer o que diz o cronograma aprovado pela CPI: terminamos em 22 de abril e damos prazo de até 45 dias para a apresentação do relatório, afirmou o presidente da comissão, senador Bernardo Cabral (PFL-AM).
Não sei de requerimento de 90 dias, afirmou Cabral. Segundo ele, o que está na Mesa do Senado é um requerimento com 27 assinaturas propondo a prorrogação de 45 dias. Pelo regimento interno com esse requerimento a prorrogação estará automaticamente aprovada. Concordam com a posição do presidente da CPI os senadores José Serra (PSDB-SP), Esperidião Amin (PPB-SC) e Vilson Kleinubing (PFL-SC).
Dentre os senadores mais atuantes da CPI apenas o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) apóia a proposta de Requião. Sou contrário a qualquer restrição quanto à duração da CPI, disse Suplicy. Se o relator precisa de mais tempo, não se pode estar precipitando a conclusão da CPI. Suplicy defendeu prazo de 45 dias, a partir de 22 de abril, para novos depoimentos. Depois disso, o relator deve ter o tempo necessário para fazer seu relatório.
Como usar o prazo que resta também é motivo de divergências na CPI. O senador Esperidião Amin cobrou ontem que o relator cumpra as determinações aprovadas no início dos trabalhos. Ficou acertado e foi registrado em ata de sessão pública que os políticos envolvidos só seriam ouvidos depois de publicado o relatório preliminar, destacou Amin. O relator disse que quem se calasse diante das conclusões e não procurasse ser ouvido pela CPI estaria concordando com o relatório, acrescentou Amin.
Como usar o prazo que resta também é motivo de divergências na CPI. O senador Esperidião Amin cobrou ontem que o relator cumpra as determinações aprovadas no início dos trabalhos. Ficou acertado e foi registrado em ata de sessão pública que os políticos envolvidos só seriam ouvidos depois de publicado o relatório preliminar, destacou Amin. O relator disse que quem se calasse diante das conclusões e não procurasse ser ouvido pela CPI estaria concordando com o relatório, acrescentou Amin.


