Curitiba O governador Roberto Requião (PMDB) quer unidade na sua base de apoio na Assembléia Legislativa. Requião mandou os aliados seguirem à risca as orientações do líder do governo na Casa, Angelo Vanhoni (PT). A ordem de Requião é uma tentativa de acabar com o desgaste político sofrido pela sua base, nesta semana, quando a oposição, mesmo em número menor, conseguiu emplacar maioria na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Pedágio, tema que ainda está sendo discutido e que pode parar na Justiça. Requião conversou com os líderes das bancadas ontem no Palácio Iguaçu, durante um café da manhã.
Angelo Vanhoni não conseguiu fazer valer na Assembléia a posição do Palácio Iguaçu e a sua pessoal de abrir simultaneamente apenas três, ao invés de cinco CPIs: Copel-Sercomtel, Banestado, Pedágio, Jogos Mundiais da Natureza e Paranacidade. Pressões de facção da própria base, incluindo o primeiro-secretário, Nereu Moura (PMDB), culminaram com a instalação das cinco CPIs. Isso acabou desestabilizando a base, que descuidou da composição númerica das CPIs, abrindo brecha para a oposição indicar quatro dos sete membros. Agora, Moura aposta num requerimento, apresentado durante a semana, aumentando de sete para 11 o número de integrantes da CPI, para reverter o deslize.
Para evitar arestas como esta na Assembléia, Requião quer que a base se organize e siga a cartilha do líder, sem decisões desencontradas. Ficou reforçado ainda no café da manhã de ontem que Vanhoni vai tentar garantir para a situação a presidência e a relatoria das comissões. Participaram do encontro ontem os deputados Antonio Anibelli e Nereu Moura, ambos do PMDB, Vanhoni, Luciana Rafagnin (PT), Edson Praczyk (PL), Ratinho Júnior (PSB), Mauro Moraes (PSC), Neivo Beraldin (PDT) e Marcos Isfer (PPS).

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