O governador Roberto Requião, que disputa a reeleição pela coligação Paraná Forte (PMDB/PSC), afirmou ontem, em Londrina, que irá cumprir, na última semana antes da decisão nas urnas, uma agenda de campanha ''não muito pesada''. ''Uma campanha tranquila. Vamos cumprindo uma agenda que não seja muito pesada. Tem um debate no dia 26 e esperamos as urnas abertas mostrando o resultado'', disse.
Apesar da aparente confiança, Requião disse não acreditar muito nas pesquisas de intenção de voto, que apontam a possibilidade da reeleição já no primeiro turno. ''Não acredito muito em pesquisa. Elas têm uma base de questionários muito pobre para um estado de 10 milhões de habitantes, acho que elas não perscrutam regiões muito específicas do paraná que não são homogêneas porque não são atingidas pelos grandes jornais, pelas grandes redes de televisão, então há sempre uma tendência muito grande para erros em pesquisas limitadas.''
Em Londrina, a agenda de campanha de Requião incluiu entrevistas a três veículos de comunicação, e um almoço com lideranças locais. Na entrevista ao vivo à TV Tarobá, o governador licenciado anunciou que devem ser ajuizadas nos próximos dias seis ações contra o pedágio. Durante os três anos e nove meses de mandato, o governo ajuizou 38 ações contra o pedágio. ''Nós ganhamos no Paraná e perdemos em Brasília. Em Brasília dizem que o que vale é o acordo feito pelo Lerner. Mas agora o Tribunal de Justiça do Paraná resolveu que ele vai julgar as ações e hoje ou amanhã estou entrando com mais seis ações. Precisamos baixar o pedágio.''
Requião ainda disse ser favorável ao fim da reeleição, como previa uma emenda constitucional proposta por ele no Senado. ''Acho que quatro anos é pouco. Porque você tem que se desincompatibilizar se quiser concorrer a outro cargo, então são três anos e três meses. O ideal seria a ausência da reeleição em um mandato de cinco ou seis anos porque daí a gente liquidava essa história da volta e da continuidade. Agora, três anos e três meses é muito pouco para conduzir um Estado.''
O governador disse que em um eventual segundo mandato, deverá manter o relacionamento ''franco'' com o movimento dos sem-terra, e ironizou a invasão da fazenda 3J, em Guaravera, de propriedade do deputado federal José Janene (PP). ''O movimento sem-terra é um movimento que se relaciona com o Estado de uma forma franca, mas o Paraná foi o Estado que mais fez reintegrações de posse no Brasil. Fizemos uma reintegração de posse por semana. Quando me perguntam sobre a fazenda do Janene eu respondo com uma piada do Rogério Lorenzeti, um amigo nosso de Paranavaí. O Lorenzeti diz: Mas Requião, e a reintegração de posse? Reintegração de posse o MST já fez.''
Se reeleito, ele também não deverá promover alterações significativas na equipe de governo. ''Acho que alguma coisa a gente pode mudar. Vamos fazer um remanejamento com forças políticas que participaram do processo, mas basicamente é uma equipe que fez um bom governo e deve ser mantida'', assegurou.

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