O senador Roberto Requião (PMDB-PR) voltou a cobrar explicações do ex-secretário Eduardo Jorge sobre a participação dele na empresa de consultoria DTC – Direct to Company S/A, da qual, até 13 dias atrás, era sócio de Leonardo Petrelli Neto, filho do empresário curitibano Mario Petrelli. Anteontem Requião acusou Eduardo Jorge de ‘‘meter a mão’’ no fundo partidário do PFL ‘‘para um tal de curso de formação de administradores’’.
De acordo com o senador a ‘‘empresinha que prestava serviço ao PFL’’, de Eduardo Jorge, Edson Ferreira (ex-diretor do Banco do Brasil), de Mario e Leonardo Petrelli Neto e ainda da ex-secretária da Comunicação Cila Schullmann, ‘‘cobrou R$ 798 mil do partido’’ para os serviços de transmissão de imagens. Ontem, no depoimento do ex-secretário, Requião reafirmou as acusações.
‘‘Gostaria de vê-lo dentro de uma penitenciária assistindo o sol nascer por detrás das grades da cela’’, disse o senador a Eduardo Jorge. Requião também cobrou explicações sobre um contrato que teria sido assinado, sem licitação, entre a DTC e o Banco do Brasil para implantar um projeto de modernização e expansão do sistema de informática no banco, que pode custar até R$ 3 bilhões.
O jornal Correio Braziliense publicou matéria ontem detalhando a operação. Segundo o jornal, Mario Petrelli e diretores do BB decidiram que a DBO Direct executaria os serviços contratados para a DTC porque esta empresa não estava registrada até o dia três de novembro do ano passado. A Folha tentou falar com os Petrelli, Cila Schullmann e com o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen, mas eles não foram encontrados.
Em nota oficial, a diretoria do BB informou que ‘‘não mantém nenhum contrato com empresas de consultoria para a execução do projeto (de informática)’’ e que repudia a reportagem do ‘‘Correio Brasiliense’’ ‘‘por não refletir a verdade dos fatos’’.

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