Requião reforça denúncia contra ex-secretário
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quinta-feira, 03 de agosto de 2000
Rubens Burigo Neto De Curitiba 
O senador Roberto Requião (PMDB-PR) voltou a cobrar explicações do ex-secretário Eduardo Jorge sobre a participação dele na empresa de consultoria DTC Direct to Company S/A, da qual, até 13 dias atrás, era sócio de Leonardo Petrelli Neto, filho do empresário curitibano Mario Petrelli. Anteontem Requião acusou Eduardo Jorge de meter a mão no fundo partidário do PFL para um tal de curso de formação de administradores.
De acordo com o senador a empresinha que prestava serviço ao PFL, de Eduardo Jorge, Edson Ferreira (ex-diretor do Banco do Brasil), de Mario e Leonardo Petrelli Neto e ainda da ex-secretária da Comunicação Cila Schullmann, cobrou R$ 798 mil do partido para os serviços de transmissão de imagens. Ontem, no depoimento do ex-secretário, Requião reafirmou as acusações.
Gostaria de vê-lo dentro de uma penitenciária assistindo o sol nascer por detrás das grades da cela, disse o senador a Eduardo Jorge. Requião também cobrou explicações sobre um contrato que teria sido assinado, sem licitação, entre a DTC e o Banco do Brasil para implantar um projeto de modernização e expansão do sistema de informática no banco, que pode custar até R$ 3 bilhões.
O jornal Correio Braziliense publicou matéria ontem detalhando a operação. Segundo o jornal, Mario Petrelli e diretores do BB decidiram que a DBO Direct executaria os serviços contratados para a DTC porque esta empresa não estava registrada até o dia três de novembro do ano passado. A Folha tentou falar com os Petrelli, Cila Schullmann e com o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen, mas eles não foram encontrados.
Em nota oficial, a diretoria do BB informou que não mantém nenhum contrato com empresas de consultoria para a execução do projeto (de informática) e que repudia a reportagem do Correio Brasiliense por não refletir a verdade dos fatos.


