Requião recebe sugestões para a segurança
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quarta-feira, 17 de maio de 2006
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Após meses de expectativa, um grupo de 70 entidades finalmente entregou ontem à noite ao governador Roberto Requião (PMDB) o chamado Plano de Segurança para Londrina. O documento foi repassado ao governador durante visita a cidade, pouco antes da abertura oficial do encontro de lideranças públicas promovido pelo Sebrae, no Centro de Eventos (leia na página 4).
A expectativa pela entrega era otimista por parte dos mais de 90 mil associados ligados às 70 entidades. Entretanto, um incidente marcou os momentos iniciais de conversa entre o governador e as lideranças. O presidente do Conselho Comunitário de Segurança, Alvino Aparecido Filho, pediu a Requião que percorresse os bairros e a região metropolitana para conhecer de perto os problemas de segurança que têm afetado a população. Eu não ando em São Paulo, ando em Londrina, devolveu, referindo-se à situação de violência vivida pela capital paulista nos últimos dias. A seguir, diante das câmeras e da desculpa de falar como cidadão, usada por Aparecido Filho, o peemedebista retrucou: Sem demagogia, por favor. Modere a língua para falar comigo. Isso (violência exacerbada de SP) não existe no Paraná. Achei excelente o documento, mas sou governador eleito do Estado e mereço um mínimo de respeito, disse, irritado. Depois, afirmou que vai, sim, analisar e estudar o plano proposto pelas lideranças.
É interessante, com idéias bem boas, vamos trabalhar em cima dele, afirmou Requião. Passado o incidente inicial, o presidente do Conselho se eximiu da suposta falta de educação. Minha reivindicação é legítima como cidadão, defendeu.
Um dos fomentadores do plano, desde ano passado, o presidente do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal), Nelson Brandão, estava cauteloso pela reação do governador no recebimento. Brandão fez questão de ressaltar que não se trataria de cobrança, mas de colaboração.
Queremos que o governo inivista em mais policiamento na zona norte da cidade e também em uma equipe montada da PM. Outra idéia é a contratação de pessoal civil, para liberar aqueles que trabalham internamente nas polícias em serviços burocráticos, explicou.
Já por parte das entidades, destacou o engenheiro, há o comprometimento em se investir em uma série de ações sociais. Vão desde iniciativas em educação, até esportes e cultura. Além do mais, nossos mais de 90 mil associados estão interessados em colaborar no sentido de gerar mais emprego conforme os direcionamentos que recebermos do Ministério Público, complementou.
Outro que assina a proposta, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), José Auguto Rapcham, foi mais enfático: o Plano é ajuda, mas principalmente uma cobrança de resultados que coibam de fato a violência no município. Estamos tentando reverter esse processo, mas também nos colocamos à disposição para ser agentes fomentadores da segurança. Para podermos alavancar mais resultados, claro, pois a incompetência do governo nisso é óbvia, e não apenas no Paraná, declarou.


