São Paulo - O governador eleito do Paraná, Roberto Requião (PMDB), disse ontem que encaminhará aos presidentes de diretórios do partido o pedido de convocação para realização de uma convenção nacional. Após um encontro de cerca de duas horas com o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, Requião disse que espera o apoio da executiva nacional peemedebista para que a legenda ''reflita sobre o recente fracasso eleitoral e se reestruture para apoiar o governo de Lula''.
Numa resposta às críticas feitas pelo presidente nacional do partido, deputado Michel Temer (SP), Requião disse que sua proposta ''não representa nenhum golpe''. ''Nossa posição não é golpista, a direção nacional do PMDB deveria ter mais humildade, sob o risco de o partido se desfazer.''
Segundo Requião, o apoio do PMDB ao governo de Lula deve ser feita sem nenhuma reivindicação. ''O PMDB deve se reestruturar para apoiar o novo governo e não reivindicar cargos. O PMDB tem uma crise interna e o PT estaria diante desse impasse, por isso, recomendaria que Lula esperasse primeiro o partido se reorganizar'', disse ele.
Requião espera um entrosamento entre os governos estadual e federal, visto que são aliados políticos. ''Participei das últimas quatro campanhas eleitorais de Lula à Presidência, e o presidente eleito pode contar comigo para executar os projetos defendidos na campanha que levam o Brasil ao desenvolvimento econômico.''
Anteontem à noite, os peemedebistas discutiram a composição do governo Requião. Além do governador eleito, participaram da reunião, no Hotel C'Adoro, na capital paulista, o deputado estadual Caíto Quintana (PMDB) cotado para ser o futuro chefe da Casa Civil , e o empresário Paulo Pimentel, candidato derrotado ao Senado pelo PMDB. Os detalhes do encontro não foram repassados à imprensa. (Colaborou Maria Duarte, Equipe Folha)

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