Requião quer elevar capital da Sanepar para atender carentes
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 06 de outubro de 2003
Vânia Casado<BR>Equipe da Folha 
Curitiba O presidente do Conselho de Administação da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar), Pedro Henrique Xavier, vai convocar uma assembléia geral para anunciar aos acionistas o aumento do capital social na empresa. O governador Roberto Requião (PMDB) determinou durante reunião de secretariado, ocorrida ontem, que os créditos do governo junto à Sanepar que somam cerca de R$ 300 milhões sejam tansformados em ações da empresa.
Esse aporte de recursos representa cerca de 30% do capital da Sanepar, que atualmente é de R$ 831,7 milhões. Na reunião, Xavier vai ''convidar'' os acionitas privados à integralizarem percentual semelhante se quiserem manter a mesma participação acionária na empresa.
Atualmente, o governo do Estado tem 60% das ações. O Consórcio Dominó Holding, constituído pelas empresas Construtora Andrade Gutierrez, banco Opportunity e grupo francês Veolia, que substituiu o Vivendi, tem 39,71% das ações e outros 0,29% de ações estão nas mãos de minoritários.
Requião justificou a medida alegando que quer fortalecer a empresa para que tenha solidez e direcione suas ações para atender as questões sociais. Segundo o governador, a diretoria da Sanepar está estudando a implantação de uma tarifa social para beneficiar as famílias de baixa renda. Ele quer recuperar o nível de isenção de tarifas que havia no seu governo anterior.
Quando deixou o governo, em 1994, 277.783 famílias estavam inscritas no programa de política tarifária diferenciada. Essa participação foi reduzida para 39 mil famílias no governo anterior. No primeiro semestre deste ano, a Sanepar já ampliou o benefício para 48 mil famílias.
Os representantes do Consórcio Dominó não quiseram se manifestar sobre o assunto. O diretor da Andrade Gutierrez Concessões, empresa da Construtora Andrade Gutierrez, Renato Torres de Faria, disse que vai esperar o ''convite'' do governador para depois se pronunciar.
A mesma decisão foi adotada pelos representantes do grupo Veolia, informou sua assessoria de imprensa. O diretor do banco Opportunity, Geraldo Danemann, estava em reunião fora do banco e não pode atender a reportagem da Folha.


