Requião quer cerimônia de posse rápida
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terça-feira, 31 de dezembro de 2002
Rodrigo Sais<br> Equipe da Folha 
Curitiba - O governador eleito Roberto Requião (PMDB) toma posse amanhã às 9 horas no Palácio Iguaçu, em Curitiba, prometendo uma cerimônia curta e sem pompa. A assinatura do livro de posse na Assembléia Legislativa e a transmissão do cargo do atual governador Jaime Lerner (PFL) devem ser marcados por discursos curtos de Requião, que pretende embarcar para Brasília antes das 13 horas para assistir à posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), marcada para as 15 horas.
A primeira etapa da cerimônia ocorre na Assembléia, onde Requião e seu vice, Orlando Pessuti (PMDB) lerão o termo de compromisso constitucional e assinarão o livro de posse, em uma sessão presidida por Hermas Brandão (PSDB), presidente da Assembléia, e que deve contar com a presença dos 54 deputados estaduais paranaenses. Após o cerimonial, o regimento da Assembléia prevê um discurso do governador eleito.
O modo de convocação dos deputados para a cerimônia de posse na Assembléia causou polêmica no começo de dezembro. Caso os parlamentares fossem convocados oficialmente pelo presidente da Assembléia, cada um dos deputados teria direito a cerca de R$ 16 mil referentes à convocação extraordinária fora do período legislativo. A solução encontrada por Brandão foi fazer um simples convite aos parlamentares para presenciarem a posse de Requião.
Terminada a sessão legislativa, Requião e Pessuti dirigem-se ao Palácio Iguaçu, que fica ao lado da Assembléia, para receberem oficialmente o cargo de Jaime Lerner. O protocolo prevê que no caminho para a sede do Executivo o governador eleito deva fazer uma vistoria da tropa da Polícia Militar, mas Requião adiantou que pretende deixar de lado essa parte do cerimonial para maior agilidade da cerimônia.
A expectativa é de que a transmissão de cargo no Palácio Iguaçu ocorra de forma tranquila, apesar das constantes farpas trocadas entre Lerner e Requião ao longo dos últimos anos, especialmente desde 1998, quando Lerner conquistou seu segundo mandato justamente derrotando o peemedebista. Após receber o cargo, Requião deve fazer mais um pronunciamento rápido antes de receber os cumprimentos e embarcar para Brasília para a posse de Lula.


