Requião quer adiar concurso. Lerner não aceita
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terça-feira, 29 de outubro de 2002
Maria Duarte<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O governo do Estado está irredutível. O PMDB não conseguiu adiar ontem o concurso público que abre 13,6 mil vagas para professor na rede estadual. O governador eleito, Roberto Requião (PMDB), quer transferir o concurso, marcado para este domingo, para o ano que vem, quando assume o Palácio Iguaçu.
O PMDB entende que há concorrência desleal, explicou o coordenador-geral da equipe de transição de Requião, o vice Orlando Pessuti. De acordo com ele, os atuais professores não tiveram oportunidade de qualificação. A APP, o sindicato dos professores, também defende o adiamento do concurso. No final da tarde de ontem, Pessuti esteve reunido com o secretário da Administração, Ricardo Smijtink, para tentar convencê-lo a mudar a data do concurso, na presença no presidente da APP, José Lemos. Não houve acordo. O secretário prometeu levar o pedido ao governador Jaime Lerner (PFL), que já avisou que vai manter a data.
Assim que a reunião acabou, Smijtink telefonou para a secretária da Educação, Sueli Seixas. Pessuti e o ex-secretário da Administração e Comunicação de Requião, Gilberto Griebler, saíram da reunião com Smijtink e foram direto para o PMDB, onde tinham reunião com a equipe de transição. A esperança deles é tentar hoje, na reunião mista com a equipe do governo Lerner, mudar a data do concurso. O PMDB pretende apresentar projeto para que o tempo em que os professores trabalharam como celetistas sirva como pontuação.
Hoje, às 9 horas, a equipe peemedebista tem a primeira reunião com a equipe de transição formada por Lerner. O encontro, a portas fechadas, será no 16 andar do prédio da Secretria da Fazenda, em Curitiba. Participarão os secretários Ingo Hubert (Fazenda), Ricardo Smijtink (Administração), José Cid Campêlo Filho (Governo) e Guaraci Andrade (Casa Civil).
Os peemedebistas fizeram ontem pela manhã uma reunião de trabalho, preparatória para o encontro de hoje com os subalternos de Lerner. Uma das principais preocupações está nas finanças. Eles querem um diagnóstico claro da situação financeira e administrativa. A dívida atual, de R$ 9,8 bilhões, será um dos alvos principais, junto com o comprometimento da receita.
O grupo formado pelo PMDB para a transição inclui também os partidos aliados. Segundo o deputado federal e candidato derrotado do PT ao governo, o Partido dos Trabalhadores indicou, na noite de anteontem, o ex-vice-prefeito de Francisco Beltrão Arni Hall para compor a equipe de transição. Só que o presidente estadual do partido, André Vargas, não deu a indicação como decidida, e disse que o deputado estadual Ângelo Vanhoni poderia ocupar a vaga, além de Hall. O representante do PL é o deputado estadual e pastor Edson Prackzyk.


