Curitiba - O governador Roberto Requião (PMDB), propôs ontem às concessionárias que exploram rodovias no Paraná ''o mesmo preço e as mesmas condições do último leilão de concessões feito pelo governo federal''.
A proposta de Requião, sem mais detalhes, foi divulgada pela Agência de Notícias do governo, em nota. Na opinião do governador, ''qualquer coisa diferente disso seria prejudicial ao interesse público''.
O governador - que já chegou a cogitar pedágio estatal - disse ainda que o ''pedágio no Brasil é desnecessário, uma vez que já são pagos impostos como Cide (sobre combustível), IPVA, além de taxas''. ''Se nós o reduzirmos (o pedágio no Paraná) ao preço dos espanhóis, continuará sendo indevido, mas poderá ser assimilado pela nossa economia.''
A FOLHA procurou o presidente regional da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), João Chiminazzo Neto, mas ele estava em reunião em São Paulo e só deve se manifestar na segunda-feira, segundo sua assessoria. Chiminazzo já participou de reunião com deputados e sinalizou disposição em conversar sobre os preços.
Em relação às condições do leilão, em setembro, a Copel perdeu a disputa pelo lote 7 de rodovias federais para o grupo espanhol OHL, no leilão que aconteceu na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A estatal disputou com outras 16 empresas o trecho Curitiba-Florianópolis que envolve as BRs 116, 376 e 101. A OHL fez uma proposta de R$ 1,028 por praça e o preço máximo para esta rodovia era de R$ 2,754. A empresa paranaense ofereceu uma proposta de R$ 1,950 - o sexto menor preço.
O secretário estadual dos Transportes, Rogério Tizzot, não foi localizado para comentar a proposta.

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