Curitiba - O governador Roberto Requião (PMDB) espera dobrar o número de casas construídas com o dinheiro do programa federal ''Minha casa, minha vida''. Segundo ele, com os R$ 176 milhões previstos para a construção de 44 mil casas no Estado, será possível construir, pelo menos, 80 mil. Isso se deve à diferença de preços existentes entre diferentes regiões do país. Enquanto uma casa na periferia de São Paulo é construída por 40 mil, segundo o governador, uma casa na região metropolitana de Curitiba, construída pela Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), pode custar somente R$ 17 mil.
Outro fator é a isenção de impostos incidentes sobre os materiais de construção, como o IPI e o ICMS. ''Vamos fazer as casas mais baratas do Brasil'', garantiu.
O programa de habitação do governo federal prevê a construção de 44 mil casas nas regiões mais populosas do Estado, onde estão cidades com mais de 50 mil habitantes. Na região de Curitiba serão beneficiadas, além da capital, mais 28 municípios localizados no seu entorno. Londrina e outras seis cidades metropolitanas, bem como Maringá e outras doze cidades e Cascavel e 28 municípios vizinhos também vão receber casas através do programa.
Também foi autorizada a construção das primeiras 200 casas populares em comunidades quilombolas (remanescentes de quilombos de escravos), de um total de 800 unidades. Estas casas serão construídas nas regiões de Castro (41 km ao norte de Ponta Grossa), Campo Largo (Região Metropolitana e Curitiba) e Adrianópolis (133 km ao norte de Curitiba).

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