Requião promete novos ataques

Edinelson Alves
De Brasília
O confronto aberto e pessoal entre alguns senadores fez com que o Congresso entrasse num clima de guerra nesse início de semana. Hoje, a expectativa é de que o clima possa esquentar durante os embates de Roberto Requião (PMDB-PR) contra Hugo Napoleão (PFL-PI) e Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) contra Jáder Barbalho (PMDB-PA). Requião é primeiro orador de hoje da sessão deliberativa ordinária e promete atacar Napoleão.
A briga entre os dois começou na quinta-feira. Napoleão ocupava a tribuna para defender o governador do Paraná Jaime Lerner (PFL) dos ataques desferidos por Requião numa sessão anterior sobre o narcotráfico no Estado. O senador paranaense não estava no plenário. Alertado, imediatamente retornou para criticar Napoleão e também para contestar o teor da nota que estava sendo lida pelo líder do PFL no Senado.
Requião acusou Lerner de ter utilizado, durante sua campanha, o helicóptero de um narcotraficante. Acusou ainda o governo de envolvimento em corrupção e criticou os gastos com publicidade. Na nota lida por Napoleão, o governo do Paraná contestou as acusações. Lamentou o uso da tribuna, por ‘‘um senador da República para denegrir a imagem do Estado que deveria representar’’.
A nota também dizia que os policiais envolvidos com o narcotráfico já haviam sido afastados e que o aluguel de helicópteros da empresa Catuaí Táxi Aéreo, de Londrina, foi pago conforme prestação de contas entregues ao TRE. Não satisfeito com as críticas feitas contra Napoleão na quinta-feira, Requião promete voltar a carga hoje. A assessoria do líder do PFL disse que irá aguardar o pronunciamento de Requião.
Outro confronto esperado para hoje é do presidente do Senado contra o líder do PMDB na Casa. ACM anunciou que hoje fará a divulgação das contas para provar que não enriqueceu ilicitamente. Barbalho promete reagir e também já prepara munição.

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