Requião promete 'ajuda' a Londrina
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terça-feira, 31 de março de 2009
Catarina Scortecci<br>Equipe da Folha 
Curitiba - O prefeito eleito de Londrina no domingo último, Barbosa Neto (PDT), se encontrou ontem com o governador Roberto Requião (PMDB), no Palácio das Araucárias, em Curitiba. Segundo o pedetista, Requião se comprometeu a ''ajudar'' a cidade. A intenção foi reforçada em material divulgado pela Agência Estadual de Notícias (AEN). ''A conversa foi muito positiva. Surpreendentemente fui bem recebido, porque o Requião apoiou meu adversário. Ele disse que considera o (Luiz Carlos Hauly) mais experiente, mas afirmou que as urnas são soberanas e que vai ajudar Londrina'', contou o pedetista.
Segundo Barbosa, foram discutidas a execução das obras do Jardim Botânico, do Centro de Especialidades da Mulher e dos hospitais das zonas Norte e Sul. Prazos para o término das obras, contudo, não foram mencionados no encontro. ''Falei da dificuldade da cidade. Fui expor a situação da Prefeitura de Londrina. Ele me deu umas dicas administrativas.''
Depois do encontro com Requião, Barbosa foi para a Assembleia Legislativa, onde foi cumprimentado pelo deputado estadual Antonio Belinati (PP), que o apoiou no ''terceiro turno''. Questionado sobre a possibilidade de ter aliados do PP dentro da sua administração, Barbosa respondeu que ''é possível'', mas reforçou que os nomes da sua equipe serão indicações de segmentos da sociedade.
Barbosa sugeriu que a intenção em cortar o número de comissionados, já anunciada pelo pedetista, também impede a acomodação de aliados dentro da estrutura do Executivo. ''Vamos cortar na própria carne, mesmo correndo risco de perder apoio político'', afirmou ele. Questionado sobre quanto representariam dentro do orçamento as despesas com comissionados, Barbosa explicou que a equipe de transição, que começou a trabalhar ontem, ainda está ''pegando os números reais''.
Sua base de apoio na Câmara de Londrina contaria hoje com oito vereadores, de um total de 19, mas, segundo Barbosa, independente de sigla partidária, o Legislativo está disposto a colaborar diante do ''cenário complicado'', resultado da perda de verbas federais ao longo dos últimos anos, segundo ele. ''Não tenho vocação para impor, para passar o rolo compressor, sou oriundo do Legislativo'', justificou ele.


