Curitiba - O governo estadual trabalha com uma previsão otimista para a economia do Paraná nos próximos anos. Após uma reunião com secretários da área econômica, o governador Roberto Requião (PMDB) anunciou uma estimativa de arrecadação de receita de R$ 10,72 bilhões para 2004. O objetivo da reunião foi elaborar o plano de metas que irá guiar a proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2004 que será enviada a Assembléia Legislativa.
Estiveram presentes na reunião os secretários estaduais da Fazenda, Heron Arzua, do Planejamento e Orçamento, Eleonora Fruet, e da Administração, Reinhold Stephanes. A previsão da receita inclui também repasses do governo federal e financiamentos externos.
Pelas contas dos secretários, a receita arrecadada exclusivamente com tributos deve ser de R$ 7,74 bilhões no ano que vem. A estimativa mostra que o governo não acredita que o decreto que concedeu isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) às pequenas empresas do Estado vá influir na arrecadação. No ano passado, o ICMS foi responsável pelo aporte de R$ 5,78 bilhões aos cofres do Estado, 80% da receita tributária total do período.
Os dados utilizados pela equipe econômica de Requião são mais otimistas do que as previsões feitas pelos agentes do mercado financeiro para os próximos anos no Brasil. A Secretaria Estadual do Planejamento, por exemplo, estimou que a taxa de inflação fique em 9,5% em 2003, e caia para 4,5% em 2004. Um levantamento realizado pelo Banco Central junto a 100 empresas financeiras divulgado na semana passada aponta um cenário mais sombrio: as empresas acreditam que a média da inflação será de 12,22% este ano e de 8% no ano que vem.
A equipe de Requião também está confiante no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Paraná nos próximos anos. O governo prevê que o PIB do Estado crescerá 2,5% este ano e 3,5% em 2004, atingindo um pico de 4,5% nos dois últimos anos de mandato de Requião (2005-2006).
Na reunião, Requião também deixou claro aos secretários que o plano de metas da LDO, que deve ser enviado até terça-feira para a Assembléia, deve priorizar as áreas da saúde, educação e segurança pública, além de tentar diminuir gastos com a máquina pública.

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