Curitiba - O governo Roberto Requião (PMDB) sinalizou ontem disposição em renegociar o valor do contrato de R$ 107,856 milhões, firmado em junho do ano passado, durante o governo Jaime Lerner (PFL), com o consórcio formado pelas empresas Mi Montreal Informática Ltda. e a Optiglobe Telecomunicações Ltda, do Rio de Janeiro.
O consórcio presta serviços de informática e gerenciamento de informações para o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran).
A ordem foi dada pelo governador Requião durante uma reunião realizada ontem, no Palácio Iguaçu. Participaram da conversa o diretor do Detran, Marcelo Almeida; o procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda; o secretário para Assuntos Estratégicos, Nizan Pereira; e o diretor da Companhia de Informática do Paraná (Celepar), Marcos Vinícius Mazoni.
O assunto entretanto, dentro do governo, não é pacífico. Há setores que não concordam com a renegociação e defendem o rompimento com as empresas, assim como o governo fez com o Instituto Curitiba de Informática (ICI).
Ao contrário das outras parcerias, a feita com o consórcio Montreal e Optiglobe obedeceu as regras da Lei de Licitações. Porém, duas cláusulas incomodam alguns membros do governo que estão de olho no contrato.
Uma delas determina que o back up de todos os serviços seja feito no Rio de Janeiro e a outra que o banco de dados, contendo todas as informações do Detran, permaneça em São Paulo. Na semana que vem, governo e representantes do consórcio sentam numa mesma mesa para chegar a um consenso. Até lá, o assunto será digerido internamente.
De acordo com o contrato firmado no governo passado, o tesouro estadual está obrigado a pagar R$ 2,2 milhões em 48 parcelas por toda informatização e o gerenciamento do sistema do Detran. Conforme informações do Palácio Iguaçu, a Mi Montreal ficaria com 78,36% do valor total do contrato e a Optiglobe com 21,64%.

mockup