O senador Roberto Requião sofreu neste domingo (5) a segunda derrota em 32 anos de carreira política. Na disputa pelo governo do estado, o candidato do PMDB foi superado pelo governador Beto Richa (PSDB), reeleito no primeiro turno com 55% dos votos válidos. Requião teve menos da metade dos votos do tucano, fechando com 27%.

Após o resultado, o senador não quis dar entrevista à imprensa. Ele prometeu se pronunciar apenas por meio de nota. Mais cedo, durante a votação, Requião reclamou do processo eleitoral e se disse prejudicado por estar em uma coligação menor. "Faltou tempo de televisão. Eu estava em uma condição de inferioridade, defendendo os interesses da população contra os interesses das oligarquias. Essa Justiça Eleitoral é uma jaboticaba, só existe no Brasil. A possibilidade de juízes paralisarem um processo por posição pessoal tinha que acabar. As liminares deveriam ser concedidas por um colegiado de juízes, não por um só".

A carreira política do jornalista e advogado Roberto Requião começou em 1982, quando foi eleito deputado estadual. Três anos depois, tornou-se prefeito de Curitiba. Ao final do mandato, aceitou o convite do então governador Alvaro Dias para assumir a pasta de Desenvolvimento Urbano do Estado.

Em 1991, sucedeu Dias no governo do estado após vencer a disputa contra José Carlos Martinez no segundo turno, contrariando o que apontavam as pesquisas.

Sem possibilidade de reeleição, disputou o Senado em 1994, conquistando mais de dois milhões de votos.

Em 1998, teve a primeira derrota, para Jaime Lerner, então candidato a reeleição.

Em 2002, decidiu concorrer contra Alvaro Dias, levando a melhor no segundo turno com 55% dos votos válidos, revertendo a derrota no primeiro turno.

Em sua primeira tentativa de reeleição, em 2006, o peemedebista foi novamente bem sucedido, porém com uma vantagem muito mais apertada. No segundo turno, bateu Osmar Dias com uma diferença de pouco mais de dez mil votos.

Em 2010, depois de dois mandatos consecutivos no governo, voltou ao Senado com 2,6 milhões de votos, cargo que deve ocupar até 2018.

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