Requião pede apoio de prefeitos
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quinta-feira, 10 de outubro de 2002
Marcos Espíndola<BR>Reportagem Local 
O PMDB do candidato ao governo Roberto Requião e o PT do deputado federal Padre Roque Zimmermann, promoveram ontem em Londrina o primeiro ato público conjunto desde a aliança firmada entre as duas agremiações para este segundo turno. Requião veio a Londrina participar de um encontro com prefeitos do interior, na Sociedade Rural do Paraná. Ele chegou acompanhado de Padre Roque, agora membro da recém criada coordenação interpartidária de campanha, e do candidato a vice, Orlando Pessuti (PMDB).
Com o apoio do PT, a campanha peemedebista passa a se chamar ''Lula/Requião'' no Estado. Mais de mil pessoas, entre elas 169 prefeitos, lotaram o pavilhão Horácio Coimbra. Além de militantes do PMDB e PT, marcaram presença também prefeitos e lideranças políticas do PFL, PDT, PPS e PSDB. No palanque, ao lado de Requião e Padre Roque, estavam os prefeitos de Londrina, Nedson Micheleti (PT); de Maringá, José Cláudio Pereira Neto (PT); de Ponta Grossa, Péricles de Holleben Mello (PT); e de Foz do Iguaçu, Samis da Silva (PMDB).
Entre os parlamentares recém eleitos, estavam o deputado federal Paulo Bernardo (PT) e a deputada estadual Elza Correia (PMDB), ambos de Londrina. Até a reitora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Ligya Pupatto, militante declarada do PT, compareceu à reunião. A estratégia da nova aliança é colar a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com a de Requião no Paraná e reverter a disputa do primeiro turno, quando o peemedebista ficou atrás do candidato Alvaro Dias (PDT). Responsável pela coordenação da campanha em Londrina, Micheleti adiantou ontem que tanto PT quanto PMDB trabalharão juntos e, inclusive, dividirão o mesmo comitê partidário na cidade.
Quem foi até a Sociedade Rural ontem, além de enfrentar um calor de 35 graus centígrados no interior do pavilhão nem o sistema de ar condicionado foi suficiente para refrescar o público teve que esperar por mais de uma hora até o início dos discursos. Aos prefeitos, Requião prometeu ''ser o secretário dos municípios e atendê-los pessoalmente, visitando cada região do Estado a cada 10 dias''.
Quanto à entrada do PT na campanha, Requião justifica que o partido agrega com parte do seu programa, principalmente nas ações sociais de combate à miséria. ''Os partidos de oposição, no somatório de votos no primeiro turno, ultrapassaram a votação do Alvaro Dias'', comentou Requião, que aguarda a definição do PPS e do PV, crente no apoio das agremiações.
Padre Roque, nem no seu último discurso antes das eleições do primeiro turno, falou para uma platéia tão grande e heterogênea como ontem em Londrina. Ele cobrou trabalho da militância para unificar a candidatura de Lula e Requião. O petista convocou os participantes a promoverem hoje, às 17 horas, em suas cidades, um ''barulhaço'', ou seja, uma manifestação ruidosa que ficaria a cargo da militância. Hoje, Requião e Padre Roque participam de atos políticos em Maringá, Cascavel e Foz do Iguaçu.


