Curitiba Apesar de ter sido o primeiro a reclamar das ''baixarias'' no horário eleitoral gratuito, o candidato do PMDB Roberto Requião foi um dos debatedores que mais atacou os adversários. As declarações de Requião suscitaram a maior parte dos direitos de resposta concedidos durante o debate, especialmente para Alvaro Dias (PDT) e Beto Richa (PSDB).
A artilharia do peemedebista voltou-se principalmente ao pedetista, que lidera as pesquisas. Além de acusar Alvaro de receber dinheiro desviado da Prefeitura de Maringá, Requião tentou vincular seu companheiro de Senado ao que qualificou como ''banda podre da polícia''. Em pelo menos três oportunidades, Requião citou que um dos candidatos sentados à mesa tinha o apoio de um comitê formado por policiais investigados na CPI do Narcotráfico, realizada em 2000.
A acusação veio como uma represália ao fato de que a Associação de Delegados de Polícia (Adepol) não convidou nem Padre Roque Zimmermann (PT), que coordenou os trabalhos da CPI no Paraná, nem Requião para expor suas propostas aos seus associados. Beto e Alvaro foram chamados para os encontros, bem como os outros candidatos.
As insinuações de Requião foram ficando mais explícitas no final do debate. ''Dos dois candidatos que me atacam, o mais velho é apoiado pela banda podre da polícia'', afirmou. Impaciente ao ver que Alvaro não pedia direito de resposta, Requião cutucou. ''Estou esperando para ver em quem a carapuça serve'', disse.

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