O senador Roberto Requião (PMDB) articula com o PDT a formação de uma frente contra o governador Jaime Lerner (sem partido), recém-desligado do PDT e candidato à reeleição. Ele tentará tornar viável um bloco para o lançamento de uma única candidatura de oposição ao presidente Fernando Henrique Cardoso em 1998. Requião pode vir a disputar o governo do Paraná ou a Presidência da República pelo PMDB, aliado ao PDT.
O senador elogiou a atuação dos pedetistas no Congresso, e disse que a legenda enfrenta uma fase importante de sua história, pois está deixando de abrigar ‘‘oportunistas’’. A sua declaração é uma clara referência a Lerner, que se desfiliou há menos de 15 dias do partido.
Requião conversou recentemente com o deputado federal Miro Teixeira (PDT-RJ), que chegou a convidá-lo a ingressar no partido e ser candidato à Presidência da República pelo PDT. A expectativa de pedetistas do Paraná e de integrantes da executiva nacional é de que Requião possa vir a trabalhar pela reestruturação da legenda no Estado.
O senador, no entanto, considera remota a possibilidade de sair do PMDB. ‘‘Só se o PMDB desmanchar de vez, e eu não tiver outra alternativa a não ser partir para outro grupo’’, declarou. Ele afirmou que sua atenção está voltada à defesa da estruturação do PMDB em torno de uma candidatura própria, e à realização da convenção nacional em setembro, antes do prazo final para filiações partidárias para quem deseja disputar as eleições de 1998.
Requião atacou novamente o grupo governista que reluta em aceitar a realização da convenção em setembro. ‘‘As pessoas precisam deixar de covardia e indecisão, porque o PMDB precisa definir um rumo, principalmente para dar as pessoas que desejam disputar as eleições em 1998 uma chance de decisão’’, defendeu.

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