Requião nega manobra e ataca deputados
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terça-feira, 25 de abril de 2006
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba Em reunião semanal do secretariado, ontem de manhã, o governador Roberto Requião (PMDB) negou que quisesse tumultuar a votação de uma lei antinepotismo pela Assembléia Legislativa (AL) e culpou os deputados estaduais pelo arquivamento dos processos em andamento na Casa e conseqüente adiamento das discussões sobre o tema apenas para o próximo ano.
De acordo com as Constituições Federal e do Paraná, nenhuma proposta de emenda constitucional pode ser votada no mesmo ano em que outra, de teor semelhante, tenha sido rejeitada. Como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC nº 40) de autoria do Legislativo foi rejeitada no último dia 18, nem a proposta do governo nem a do PMDB poderia ir à votação este ano.
O governador fugiu das acusações da oposição de que essa teria sido uma estratégia dele para adiar as discussões sobre o tema. Durante todo o processo, ele atacou publicamente e exaustivamente a PEC 40, que tramitava na Assembléia Legislativa. Foram também os deputados do PMDB que levantaram, anteontem na Assembléia, o questionamento sobre a inconstitucionalidade de colocarem em votação as outras emendas ainda este ano.
De acordo com Requião, era impossível que os deputados não tivessem conhecimento da legislação. Ele disse que radicalizou e mandou uma proposta de verdade, mas que os deputados não reuniram as duas e não votaram.
O governador também aproveitou para voltar a atacar o deputado estadual Tadeu Veneri (PT), que propôs a emenda constitucional. A proposta do Tadeu era uma tapeação, não acabava com nada. Era impossível que os deputados não soubessem, insinuou. E lembrou que a Assembléia tem assessoria jurídica e constituições à disposição.
Como já fez anteriormente, Requião fez acusações duras contra o deputado Veneri. Um grupo tentar desmobilizar uma reunião que queria mobilizar o Mercosul, inclusive com a presença do presidente da Venezuela, é uma canalhice corporativa além de todos os níveis, disse referindo-se à vaia que recebeu, na semana passada, ao falar sobre a lei antinepotismo no Teatro Guaíra, em Curitiba, durante solenidade com o presidente Hugo Chávez.
Esse pesoal que levou grupo para vaiar o governador é comandado pelo cabo Anselmo, que é o Tadeu Veneri, um agente de direita infiltrado no movimento sindical. E se quiserem uma versão mais permissiva, mais simplista, ou ele (Veneri) é tomado pela burrice crônica ou pela má-fé pública. Não há outra possibiliddae de enquadramento em razão da canalhice em tentar derrubar o movimento que lançou o manifesto pela diversidade, afirmou.


