Requião nega gastos com cartões corporativos
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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Os gastos com cartões corporativos no Paraná somaram R$ 20,5 milhões em 2007. Os dados oficiais disponibilizados pela Secretaria de Estado da Fazenda já estão sendo estudados pelo Ministério Público (MP) e pelos deputados de oposição na Assembléia Legislativa. Em comum, o questionamento sobre a forma como os valores são liberados. Ontem, o governador Roberto Requião (PMDB) informou que não existe gasto com cartões corporativos nos moldes nacional ou paulista (o governo de São Paulo também tem sido alvo de denúncias de gastos excessivos com recursos públicos). ''Nós pagamos diárias para quem viaja de R$ 120. Independente de ser uma viagem que o servidor vá para Londrina ou para Maringá. Ele pode fazer o que quiser com este valor que é depositado em seu cartão e não precisa apresentar nota fiscal. É o valor de gasto pelos dias que ficará lá'', explicou Requião.
Logo que assumiu em 2003, Requião fez uma auditoria nos gastos com diárias dos servidores públicos. A auditoria constatou que muitas notas frias eram apresentadas para que o servidor pudesse receber um pouco mais. ''Eles recebiam muito mal e iam comer num restaurante por R$ 5 e pediam nota de R$ 15. Acabamos com isso. Ele pode comer arroz e feijão e será pago por uma refeição completa. Ele pode dormir no banco da praça e receberá pelo hotel'', disse o governador.
As diárias são calculadas para suprir gastos com hospedagem, alimentação e transporte. Hoje 11,8 mil servidores estão autorizados a usar os cartões no Estado.
Do total de gastos até agora, R$ 48,5 milhões seriam com hospedagem, R$ 21,2 milhões com passagem e R$ 6,2 milhões com combustível. ''Existe apenas um desvio possível, mas que já determinei que investigassem: a realização de viagens desnecessárias. Por exemplo, o funcionário é mandado para fazer um serviço na Região Metropolitana de Curitiba e recebe diária. Mas por quê, se ele trabalha em Curitiba? Isso sim temos que detectar e acabar com ela'', ponderou ele.


