Requião nega falta de investimentos
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Catarina Scortecci<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - A menos de um ano do fim da sua gestão à frente do governo do Paraná, Roberto Requião (PMDB) tem se concentrado em provocar os pré-candidatos ao Executivo no pleito de outubro próximo. Ontem, na segunda ''escolinha'' do ano - reunião semanal do alto escalão do Executivo -, o recado foi dado para aqueles que apontaram falta de investimentos no Paraná, caso de Osmar Dias, pré-candidato ao governo do Estado pelo PDT. ''Eu sugiro que uma cópia (da ''escolinha'') seja entregue para cada um dos pretensos candidatos. Sem ter a menor noção de que como funciona o governo do Estado, fica difícil'', atacou ele. ''Não abram mais a boca para falar do que não entendem'', continuou ele, ao avisar que o recado era para a ''oposição''.
Já Orlando Pessuti (PMDB), vice-governador do Estado e também pré-candidato ao posto máximo do Estado em outubro, aproveitou o espaço na ''escolinha'' para dizer que ''aqueles que criticam'' estão ''mal informados''.
O governo do Estado destaca os valores repassados via Fundo de Desenvolvimento Urbano (FDU) aos municípios, o Programa Trator Solidário e o financiamento de cooperativas ligadas à agricultura via Banco Regional de Desenvolvimento Econômico (BRDE). ''Se não é investimento, eu não sei o que é'', disse Requião.
Requião reforçou ainda que não está ''sentindo falta de investimento'', mas admitiu dificuldades, principalmente no processo licitatório das obras: ''Temos falta é de empreiteiros. Estão todos ocupados. E às vezes assumem mais de uma obra, e aí complica''. Segundo ele, existe uma falta de organização da área da construção civil. ''Às vezes as coisas são lentas, por causa da burocracia, mas nós fizemos mais do que eu mesmo acreditava no início'', completou ele.
Embora não tenha admitido falta de recursos para investimentos, em outro momento da ''escolinha'' o secretário de Estado do Planejamento, Nestor Bueno, afirmou que o Paraná pela primeira vez fechou o ano com ''caixa zero''. ''Antes se estimava que a diferença entre o orçamento previsto e o orçamento realizado seria de R$ 800 milhões, mas a diferença foi de R$ 1,5 bilhão'', apontou Bueno, que assumiu o posto no lugar de Ênio Verri na última segunda-feira. Os valores, referentes a 2009, seriam resultado dos reflexos da crise econômica mundial.
''Fechamos o ano sem dinheiro no caixa, o que significa que nós gastamos o que arrecadamos. O governo anterior fechava com déficit'', emendou Requião. Para o peemedebista, o ''furo do caixa'' estaria na multa do Banestado, que, de acordo com cálculos do próprio Estado, atingiu quase R$ 260 milhões. O valor é a soma das quantias mensais que deixaram de ser repassadas ao Estado pela Secretaria do Tesouro Nacional.
PAC da Mobilidade
Requião informou na ''escolinha'' que estará em Brasília hoje para participar do lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade, que destinará cerca de R$ 445 milhões para a Região Metropolitana de Curitiba. O objetivo, segundo o secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano, Luiz Forte Netto, é solucionar impasses na estrutura viária da Capital paranaense e região para a Copa do Mundo de 2014.


