Faltando uma semana para a convenção estadual do partido, o senador Roberto Requião (PMDB) reuniu correligionários em Londrina ontem, no auditório do Sindicato do Comércio Varejista (Sincoval), para defender a candidatura própria ao governo do Paraná. Em ritmo de pré-campanha, Requião afirmou que tem o apoio da maioria dos delegados da legenda e negou que tenha buscado dialogar com o ex-governador e desafeto, Orlando Pessuti (PMDB), que também se apresenta como pré-candidato. "Não falei com ele. Falei com a base do partido, pois esse processo eleitoral não é acordo entre pessoas."
Durante entrevista coletiva aos jornalistas, o senador aproveitou para criticar o governador Beto Richa (PSDB), pré-candidato à reeleição, e os deputados do PMDB que já anunciaram apoio ao tucano. "Eles (deputados) ou aderem a candidatura própria ou perdem a eleição", disse. Embora em tom mais ameno, o senador apontou também para a senadora Gleisi Hoffmann (PT), ex-aliada e possível adversária nas urnas. "Eu acho que o PT tem problemas sérios hoje, principalmente no Paraná. Gosto pessoalmente da Gleisi, vocês sabem disso, mas os problemas do André Vargas (sem partido) e do (Eduardo) Gaievski feriram profundamente a possibilidade do PT chegar ao governo. Tá com a asa baleada."
Questionado sobre o inquérito policial instaurado pela Polícia Militar do Paraná para apurar o suposto uso de dinheiro público para tratamento dos seus cavalos quando exerceu o mandato de governador (2007-2010), Requião negou irregularidades. "Não tenho nenhum cavalo, não existe esse problema", retrucou.

Presenças
Passaram pelo encontro do PMDB os vereadores Rony Alves (PTB), Sandra Graça (SDD), Emanoel Gomes (PRB), além de Elza Correia (PMDB), considerada por Requião, "um bom nome para vice". O presidente da Sercomtel, Christian Schneider (PSD), também esteve. "Sou amigo do filho do Requião, vim abraçar amigos", disse ele, que recentemente participou de um encontro regional do PP, partido de Marcelo Belinati.

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