Curitiba - O PMDB realiza hoje, em Curitiba, o Encontro Nacional de Lideranças. O evento foi convocado pelo governador do Paraná, Roberto Requião, para discutir o papel do partido nas eleições de 2010. Segundo a organização do encontro, representantes de 15 diretórios estaduais já teriam confirmado presença no evento. A expectativa é que durante o encontro Requião seja lançado pré-candidato à Presidência da República, ideia que tem sido capitaneada pelo senador Pedro Simon (PMDB-RS).
Simon disse ontem que o objetivo do grupo é mostrar para a cúpula do PMDB que parte da legenda é favorável à candidatura própria. ''Se fala em vários nomes para a nossa candidatura, mas fica nisso. Fica o governo dizendo que o PMDB não tem um nome de expressão, por isso temos que apresentar um nome para a candidatura própria do PMDB'', disse.
O objetivo do grupo, diz o senador, é conquistar apoio à candidatura própria depois que Requião formalizar a sua disposição em disputar o Palácio do Planalto. Segundo o senador, Requião vai lançar o seu nome durante a reunião do grupo favorável à candidatura própria. ''O (senador) Jarbas Vasconcelos apoia o Serra, o Orestes Quércia (ex-governador de São Paulo) apoia o Serra. Eles acham que não têm chance de candidatura própria. Amanhã, se pode aceitar a tese da candidatura própria e veremos como ficam essas pessoas'', afirmou Simon.
O presidente do PMDB no Paraná, deputado estadual Waldyr Pugliesi, desconversa. ''O importante é discutir um programa, lançar um projeto para o país'', defendeu. ''O nome (do candidato do partido) não é o mais importante'', completou. ''O partido está dividido. Quando o partido é grande como o nosso é complicado ter uma coesão, mas se tem uma proposta clara é mais fácil conquistar adesões'', adiantou.
Pugliesi lembrou que o encontro é uma resposta ao anúncio da direção nacional do PMDB de que o partido fará parte da chapa da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, candidata do PT à Presidência. Na ocasião, Requião declarou que o grupo que acertou a aliança com os petistas não tinha legitimidade para tanto. ''Aliança se faz em cima de propostas'', declarou na época. ''Estão fazendo aliança de quê? Por promessa de cargos no governo federal? Isso transforma o partido numa agência de empregos de terceira categoria'', provocou.
Requião negou na ocasião que estivesse se colocando como candidato à Presidência, uma vez que é amigo pessoal de Dilma. Mas defendeu que o grupo de dissidentes do PMDB levase à convenção nacional do partido ''uma proposta, seja ter candidato próprio (à Presidência) ou fazer uma composição''. (Com agências)

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