Requião lamenta perda
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sexta-feira, 23 de outubro de 1998
Leandro Donatti 
Amigo de Kleinubing, o senador Roberto Requião (PMDB) embarcou ontem à tarde para Florianópolis, logo depois que soube da morte do colega catarinense. Era o melhor senador do País e meu melhor amigo no Senado. Uma das pessoas com mais espírito público que eu conheci, declarou por telefone, de Brasília.
Para Requião, a CPI dos Precatórios - que investigou a emissão irregular de títulos públicos pelos estados - só foi possível pelo empenho e dedicação do senador Kleinubing. Sem ele não conseguiríamos desvendar o escândalo. Estou muito abalado com essa morte, desabafou.
Vilson Kleinubing esteve duas vezes em Curitiba em junho do ano passado, fazendo com Requião rastreamentos sobre qual foi o destino do dinheiro obtido com a emissão de títulos públicos. Junto com a Polícia Federal, apurou documentos comprovando a lavagem.
Ele estava obstinado em saber quanto dos R$ 120 milhões produzidos pelo esquema foi desviado para o Paraná. A primeira visita foi no dia 17 de junho. A segunda, dez dias depois. Nesta, Kleinubing e Requião denunciaram a empresa fantasma Assempre Consultoria Empresarial.
A empresa fictícia distribuía cheques para terceiros envolvidos no esquema irregular, para diluir a quantia desviada. Segundo amigos do senador, a CPI dos Precatórios consumia boa parte de Kleinubing, que já sabia da gravidade de sua doença.


