Requião inicia campanha e ataca Lerner
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sexta-feira, 13 de março de 1998
Cláudio Osti 
Mário CésarSe ganhar...Requião: O Paranaeducação é uma fraude. É a privatização do ensino público, um cabide de empregosO senador Roberto Requião deu início à sua campanha para o governo do Paraná ontem, em Londrina, anunciando que pretende rever os contratos com as montadoras e o pedágio que será cobrado nas rodovias que compõem o Anel de Integração, liquidar o Paranaeducação e fazer uma auditoria para acabar com as maracutaias no Banestado.
Para Requião, o Paranaeducação é uma fraude. É a privatização do ensino público. É a contratação sem concurso público. Será um cabide de emprego. Liquido o Paranaeducação no primeiro dia. Sobre o pedágio nas estradas ele disse que, em qualquer país onde existe esse sistema, a iniciativa privada constrói a rodovia e cobra pedágio, mas existem estradas paralelas onde nada se cobra, a opção é do usuário. O que se está cometendo no Paraná é um assalto aos automóveis e caminhões, disse.
Requião deu início ontem a maratona, na qual pretende visitar todos os municípios do Paraná com sua ácida pregação. O senador conversou com a imprensa, visitou o prefeito Antonio Belinati (PDT) e iria participar de um encontro com peemedebistas na Câmara de Vereadores, às 19 horas. Hoje o senador conversará com lideranças políticas de Cambé.
Requião, que em 91 assumiu o governo numa festa simbólica nos Cinco Conjuntos, na época a maior zona eleitoral da cidade e reduto do prefeito Belinati, disse que estava iniciando sua caminhada ao Palácio Iguaçu por Londrina por ser a segunda cidade do Paraná e a capital política do Estado.
O senador comentou que tem conversado com lideranças de todo o Paraná e, a princípio, o caminho aponta para uma aliança com o PT e o PDT. Há a possibilidade de uma coligação com o PSDB. Mas também estamos conversando com o PPB e o PTB.
O deputado Nedson Micheleti, que concorrerá na prévia do PT que indicará o candidato do partido ao governo, disse que uma aliança com o PMDB do Paraná poderia acontecer desde que fosse encaminhada pelo diretório nacional. Requião apoiaria Lula e o PT se aliaria ao senador na disputa no Paraná. Não acredito que ele disse isso. Não faço negociações. Vamos continuar brigando por candidatura própria no PMDB e, se isso não for possível, poderemos apoiar Lula, que eu considero uma pessoa séria, mas nunca em função de um acordo.
Requião não espera uma campanha fácil mas se diz confiante. O Jaime gastou R$ 80 milhões em publicidade só na administração direta em 97. Mesmo assim, está com 34% nas pesquisas, ou seja, 64% dos paranaenses não vão votar nele. O prefeito Antonio Belinati disse no final da tarde, depois do encontro com Requião que, oficialmente, não há qualquer definição do PDT quanto a uma aliança com o PMDB.


