Curitiba - O governador Roberto Requião (PMDB) anunciou ontem, no gabinete do presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, José Antonio Vidal Coelho, a indicação do procurador Olympio de Sá Sotto Maior Neto para assumir a Procuradoria Geral de Justiça do Ministério Público (MP) do Paraná pelos próximos dois anos. A posse será em abril, mas antes a indicação passa pelo crivo da Assembléia Legislativa.
O cargo é o mais alto no MP estadual e atualmente é ocupado por Milton Riquelme de Macedo.
O procurador-geral de Justiça é o único que pode propor ações contra os governadores do Estado. Também cabe ao chefe do MP processar criminalmente autoridades como prefeitos, juízes estaduais, membros do MP, deputados estaduais e vice-governador. E ainda promover o inquérito civil e a ação civil pública quando a autoridade for o governador, o presidente da Assembléia Legislativa ou o presidente do TJ.
Sotto Maior já foi procurador-geral no primeiro governo Requião, em 1994, e depois na gestão Jaime Lerner, em 1996.
A escolha feita pelo governador está prevista na Constituição Federal e teve com base uma lista tríplice, também formada pelos procuradores Ernani de Souza Cubas Júnior e Bruno Galatti. Os três foram escolhidos para compor a lista em eleições realizadas no dia 22 de fevereiro. No total, 524 promotores e procuradores votaram.
Sotto Maior foi o mais votado, com 363 indicações, contra 342 de Cubas Júnior e 292 de Galatti.
A indicação do governador será feita oficialmente hoje à Assembléia, que precisa aprovar o nome de Sotto Maior. ''A indicação que farei na Assembléia é consensual. Nós consultamos o Tribunal de Justiça, através do presidente, além dos deputados estaduais e o procurador Olympio tem a unanimidade'', afirmou Requião.
Para o 1º vice-presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, desembargador Antonio Lopes de Noronha, Sotto Maior, assim como os outros que integraram a lista tríplice, possui grande conhecimento jurídico e um ótimo relacionamento com o Poder Judiciário.
Ao se candidatar para o cargo, Sotto Maior propôs um Ministério Público social, voltado para a fatia da população que está afastada da possibilidade do exercício de seus direitos.
O novo procurador-geral vai assumir meses depois de o MP e o governo Requião entrarem em atrito, envolvendo os salários da instituição.

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