Requião garante Botto de Lacerda na PGE
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domingo, 11 de março de 2007
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Se depender do governador Roberto Requião (PMDB), o pedido de demissão do procurador Geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda, vai ficar engavetado. Em entrevista à Folha ontem, Requião negou que irá substitui-lo e garantiu que tem ''absoluta confiança'' nos trabalhos prestados por ele como procurador do Estado. ''Ele não sai. Tenho confiança absoluta nele. Preciso dele dentro do governo do Estado. Ele é meu advogado há 20 anos e vai continuar comigo'', garantiu o governador.
Botto de Lacerda pediu demissão através de um fax encaminhado para a casa do governador na sexta-feira da semana retrasada. Ele não compareceu a reuniões consideradas estratégicas do atual governo como a Operação Mãos Limpas e a Semanal do Secretariado (segunda-feira e terça-feira). Não foi ao gabinete da Procuradoria Geral do Estado (PGE) para dar expediente.
Há quatro anos e dois meses no cargo, Botto de Lacerda pediu desligamento dos quadros do Estado por motivos particulares. Ele está enfrentando sérios problemas de relacionamento com outros integrantes do alto escalão - homens também de confiança de Requião. Requião desconversa sobre os problemas internos dentro do Palácio Iguaçu. Tenta dizer que tudo não passa de ''boato interno para divertir a imprensa''.
''Querem derrubar o Botto. Mas eu preciso dele no meu governo'', admitiu Requião. Botto de Lacerda é considerado como um fiel escudeiro do governador e um dos grandes batalhadores jurídicos do Estado em torno de bandeiras de luta de Requião como o fim dos bingos e a não comercialização de transgênicos.
O procurador geral do Estado ainda concentra missões importantes dentro dos conselhos da Administração Portuária, da Copel e da Cohapar. No fax com o pedido de demissão, Botto de Lacerda se disse aborrecido por ''intoleráveis agressões de maus companheiros de governo'' que pretenderiam transformá-lo em inimigo. A Folha tentou falar ontem com Botto de Lacerda pelo telefone celular. Mas o procurador não atendeu o telefone.


