Curitiba - A candidatura à reeleição do governador Roberto Requião (PMDB), que critica a doutrina neoliberal e segue a linha de opção pelos pobres, vai ter o apoio do PSL -que tinha como candidato Antonio Roberto Forte- e do PV, que deve anunciar hoje, em entrevista coletiva, a formalização do suporte à campanha da coligação Paraná Forte (PMDB-PSC).
Antonio Forte conversou na noite de quarta-feira com Requião e acertou o apoio. O argumento em comum entre os dois é a crítica ao pedágio, que foi implantado no Estado na gestão Jaime Lerner (PSB). Por causa do compromisso de baixar as tarifas ou acabar com a cobrança, Requião tem sido alvo dos ataques da oposição. Antonio Forte oferece à campanha do PMDB, além de um partido organizado em 283 dos 399 municípios do Estado, com três prefeitos e 79 vereadores, o bom relacionamento que tem com os caminhoneiros, seus colegas de profissão.
Já o PV apoiou a eleição de Requião em 2002, no segundo turno contra Alvaro Dias (PSDB). De acordo com Melo Viana, que concorreu ao governo neste primeiro turno, o PV tem representação em 86 cidades e cerca de 12 mil filiados no Paraná. Em Curitiba, são aproximadamente 800. Apesar de o apoio do PV a Requião já ser dado como certo nos bastidores, principalmente entre os peemedebistas, o Partido Verde faria ontem à noite uma última reunião para discutir esse assunto. O PRTB é outro nanico que já anunciou apoio ao Requião.
A agenda do candidato peemedebista ontem foi dedicada a gravar o programa de rádio para o horário eleitoral, que recomeça na semana que vem. No comitê de campanha, integraram ontem a coordenação o deputado federal eleito Rocha Loures (que já foi chefe de gabinete de Requião) e os deputados estaduais Rafael Greca e Mauro Moraes. O trio tem a missão de conquistar o respaldo de micro e pequenos empresários, além de mobilizar a militância na capital.
Já o vice Orlando Pessuti está correndo o Interior, reajustando os rumos da campanha. Ontem de manhã, Pessuti conversou com os dirigentes da APP-Sindicato -que representa a maior categoria de servidores, os professores, e depois foi para Ponta Grossa. No fim da tarde foi para Londrina, de carro, porque o aeroporto estava fechado.

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