Curitiba - O primeiro ano de governo de Roberto Requião (PMDB) ficou abaixo das expectativas colhidas junto à população logo após as eleições de 2002. Segundo levantamento feito pelo instituto Datafolha no final de 2003, 59% dos entrevistados consideraram ótima ou boa a atuação de Requião. Antes da posse, em janeiro de 2003, 75% dos entrevistados tinham a expectativa que o governador do Paraná fizesse um bom governo. Entre os dez governadores pesquisados pelo Datafolha, Requião ficou em quarto, com nota média de 6,7.
Foram entrevistadas 1.031 pessoas no Paraná, entre 8 e 12 de dezembro e em 15 de dezembro de 2003, com margem de erro de três pontos percentuais. Para 25% do total, o governo de Requião foi avaliado como regular; 13%, ruim ou péssimo; 2% não souberam responder. Em dezembro de 2002, apenas 4% esperavam que a gestão de Requião fosse ruim; 20% esperavam um governo regular; e 2% não souberam responder.
A nota que Requião recebeu, 6,7, é a média dos valores de zero a dez concedidos pelos entrevistados. Em primeiro lugar no ranking do Datafolha, aparece o governador de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB), com nota média de 7,2; em seguida, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), com 7,1; e de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), com 6,8. O governador da Bahia, Paulo Souto (PFL), recebeu a mesma nota que Requião.
Em seguida aparecem Germano Rigotto (PMDB), do Rio Grande do Sul; Luiz Henrique Silveira (PMDB), de Santa Catarina; e Lúcio Alcântara (PSDB), do Ceará, todos com 6,6. Nas últimas posições estão o governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PMDB), com avaliação de 6,1 e a governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Matheus (PMDB), com 5,9.
A maioria dos governadores não conseguiu corresponder às expectativas do eleitorado. Apenas Jarbas Vasconcelos manteve o mesmo nível de avaliação entre as eleições e depois de um ano de mandato. Joaquim Roriz foi melhor avaliado durante o governo do que antes de tomar posse.
Para montar o ranking, o Datafolha usou o índice de popularidade como critério de desempate. O índice varia de zero (reprovação total) a 200 (aprovação absoluta) e é calculado subtraindo-se as taxas da avaliação negativa (ruim/péssimo) das avaliações positivas (ótimo/bom). A esse resultado somam-se 100 (para evitar a ocorrência de números negativos), chegando-se assim ao índice de popularidade. Requião obteve 147, ficando em quarto lugar. Para efeitos de comparação, o índice de popularidade antes dele assumir era de 171.
O governador Roberto Requião, através da assessoria de imprensa, classificou a pesquisa Datafolha de avaliação dos governadores de 2003 como ''razoável''. Ele justificou a avaliação à falta de propaganda oficial. A licitação para contratação de agência de publicidade sofreu atrasos por questionamentos judiciais. Apenas algumas propagandas de caráter emergencial foram veiculadas. O deputado estadual Ângelo Vanhoni (PT), líder do governo na Assembléia Legislativa, ficou satisfeito com o resultado da pesquisa.

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