Embora tivesse defendido a candidatura do senador goiano Maguito Vilela, derrotado pelo deputado Michel Temer (SP), o senador Roberto Requião entende que conseguiu uma vitória pessoal na convenção do PMDB que elegeu o novo comando nacional do partido no domingo. Proposta de Requião para condenar a política econômica do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foi aprovada no encontro.

''Achei a convenção muito boa. Conseguimos aprovar uma moção que condena a postura do Fernando Henrique'', disse o peemedebista. ''Desta vez, estamos regendo a orquestra'', disse Requião, numa referência à expressão ''trombone isolado'' usada por FHC para criticá-lo. Para o senador, com Michel Temer no comando da legenda, ''nada muda'' em relação ao diretório no Paraná. ''Eu nunca apoiei o Jader Barbalho (senador pelo Pará) quando ele ocupou a presidência, e nem por isso houve nenhuma alteração.''

Mesmo aliado de FHC, Temer deve obedecer a vontade do partido para lançar candidatura própria à Presidência da República, segundo Requião. ''Ele (Temer) disse que vai romper com o governo e lançar candidatura própria. Esta foi a orientação da convenção. Se ela não for obedecida, o Conselho de Ética do PMDB pode ser acionado.''

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